A Guarda Nacional Republicana (GNR) de Santarém anunciou esta quinta-feira ter identificado dois suspeitos de fogo posto ocorridos na quarta-feira, um em Lapas, no Cartaxo, e um outro em Mouriscas, no concelho de Abrantes.

Em declarações à agência Lusa, Pedro Reis, da GNR de Santarém, disse que os dois suspeitos, ao serem confrontados com a presumível autoria das ocorrências, «confessaram de imediato» a autoria dos crimes.

«Questionados pela GNR, os dois homens admitiram e confessaram de imediato a autoria dos incêndios, o primeiro é um caso de incêndio doloso, o de Abrantes configura um crime por negligência», explicou.

Segundo aquele responsável, os dois indivíduos «incorrem em penas diferentes, devido às molduras penais previstas diferirem no caso do incêndio doloso, o que ocorreu em Lapas, e de incêndio por negligência, na situação que ocorreu em Mouriscas».

Na sequência do incêndio florestal que decorreu na localidade de Lapa, concelho do Cartaxo, o fogo acabaria por consumir cerca de cinco mil metros quadrados de mato, pinhal e sobreiros.

O suspeito, de 57 anos, «provocou o fogo sem motivo aparente, sofre de anomalias psíquicas e tem antecedentes de foro criminal que não de incêndio doloso», acrescentou a mesma fonte.

O homem foi constituído arguido e vai aguardar julgamento sob Termo de Identidade e Residência, disse.

Ainda na tarde de quarta-feira, em Mouriscas, Abrantes, um incêndio que consumiu mais de três mil hectares de pasto e oliveiras «foi originado em trabalho onde era usado um maçarico», disse ainda o agente da autoridade.

«O indivíduo foi identificado e assumiu a autoria do incêndio. Incorre num crime por negligência e aguarda os trâmites processuais em liberdade», concluiu.