As chamas em São Pedro do Sul continuam por dominar. E este é a única grande ocorrência com destaque na página da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). Este fogo que começou em Arouca e já chegou a São Pedro do Sul tem no terreno 978 operacionais apoiados por 294 meios terrestres e dez meios aéreos, numa operação envolvendo sete entidades.

O presidente da Câmara de S. Pedro do Sul, Vitor Figueiredo, mostrou-se, entretanto, esperançado de que o incêndio que lavra no seu concelho possa evoluir favoravelmente durante o dia de hoje, com a ajuda dos meios aéreos.

Em declarações à agência Lusa cerca das 12:00, o autarca disse que estarão a combater o incêndio - que teve início na segunda-feira em Arouca e alastrou a S. Pedro do Sul - "mais de 800 operacionais, centenas de viaturas e cinco aviões: dois russos, dois italianos e um marroquino".

"Estou em crer que os aviões vão poder atuar porque, segundo me disseram, em dias de calor o fumo tende a levantar", explicou, acrescentando que está previsto os aviões começarem a operar na zona de Santa Cruz da Trapa, "onde a situação é pior".

Aldeias evacuadas

Ao início da madrugada, o presidente da câmara de São Pedro do Sul, Vítor Figueiredo, tinha adiantado à Lusa que foi necessário evacuar as aldeias de Fujaco e Açores, no concelho, por volta das 19:00 de sábado, tendo sido retiradas 15 pessoas, que foram encaminhadas para o Centro Social do Sul.

De acordo com o autarca, a maior parte destas pessoas foi posteriormente levada para casa de familiares, havendo apenas duas pessoas que continuam no centro social.

Vítor Figueiredo disse ainda que foram depois retirados cerca de dez habitantes de Posmil e de Sá, que foram encaminhados para o Centro Social de São Martinho das Moitas.

Durante a noite as povoações de Pesos, Oliveira, Sul, Leiradas e Aldeia, viveram uma situação mais preocupante e estiveram, por isso, em alerta.

Segundo a jornalista da TVI no local, ainda há "aldeias "em perigo" devido aos focos de incêndio espalhados por várias serras. O fogo foi muito intenso durante a noite e o vento dificultou o trabalho dos bombeiros. Ao todo 25 pessoas foram retiradas das aldeias. E é o povo, conta a repórter, que mais se queixa que "o inferno nunca mais acaba".

Recorde-se ainda que este grande fogo, provocou ferimentos graves num sapador florestal do agrupamento de empresas papeleiras AFOCELCA.

A vítima faz parte de um contingente de homens que estava a combater as chamas na serra da Arada, tendo sido transferido do Hospital de Viseu para os Hospitais da Universidade de Coimbra, dada a gravidade do seu estado. Fonte hospitalar avançou que este sofreu ferimentos graves e está com “prognóstico muito reservado”.

O fogo em Alijó, Vila Real, foi, entretanto, dominado, avança a ANPC. No local permanecem 107 homens, apoiados por 34 meios terrestres e um meio aéreo.

Cerca das 16:00, a página na ANPC dá conta de 88 incêndios rurais, que mobilizam 2.880 operacionais, 899 meios terrestres e 26 meios aéreos, com o distrito do Porto a registar 21 situações. Aveiro e Viseu registam, cada um, 11 ocorrências.