O presidente da Câmara de Oleiros, no distrito de Castelo Branco, disse hoje que o incêndio que lavra desde quarta-feira naquele concelho atingiu grandes dimensões devido à falta de meios para combater inicialmente as chamas.

Agora temos os meios humanos e aéreos suficientes para combater o fogo, mas ontem [quarta-feira], quando as chamas deflagraram, não existiam meios suficientes e a situação descambou, por muito boa vontade que existisse", referiu Fernando Jorge à agência Lusa.

Segundo o autarca, quando o incêndio deflagrou, às 13:18, os bombeiros de Oleiros andavam a combater na Covilhã e os meios deslocados para o concelho (bombeiros de Sertã, Cernache de Bonjardim e Proença-a-Nova) tiveram de sair para acudir ao fogo que eclodiu na Sertã.

O presidente do município de Oleiros salientou que houve "casas em risco de arder e que não havia carros de bombeiros" para fazer defesa dos imóveis.

Foram as carrinhas das Juntas de Freguesia que fizeram o combate", sublinhou.

As 16 pessoas que foram retiradas das povoações de Vilarinho, Ademoço e Póvoa da Ribeira vão voltar as suas casas durante o dia de hoje, depois de já ter "ardido tudo à volta" sem afetar nenhuma habitação.

De acordo com Fernando Jorge, o incêndio progride com uma frente na localidade de Orvalho e outra em direção às Serradas de São Simão.

Às 11:45, O fogo de Oleiros apresentava duas frentes ativas, que estavam a ser combatidas por 382 operacionais, apoiados por 116 veículos e nove meios aéreos.

Um novo fogo em Oleiros teve início antes das 01:00 de hoje e apresentava às 11:45 uma frente ativa, que estava a ser combatida por 87 operacionais com o apoio de 24 meios terrestres e dois meios aéreos.

O presidente do município de Oleiros adiantou ainda à agência Lusa que o concelho está sem comunicações há cerca de três horas e que a PT está a instalar uma rede RDIS (Rede Digital Integrada de Serviços) para solucionar o problema.