[notícia atualizada às 09:21]

O incêndio em Góis, Coimbra, que lavrava desde as 14:00 de terça-feira, foi dado como dominado às 09:21 de hoje, cerca de meia hora após a chegada de dois aviões bombardeiros espanhóis.

Um funcionário da EDP, de 21 anos, morreu electrocutado quando procedia à reparação da rede elétrica destruída pelo incêndio, por volta da 01:15 da manhã, junto à povoação de Chã de Alvares.

No combate às chamas na localidade de Roda Cimeira, numa zona florestal, mantêm-se 428 operacionais, assistidos por 130 veículos e ainda dois helicópteros, de acordo com a última atualização da Proteção Civil.

De acordo com a presidente da Câmara Municipal de Góis, este incêndio já queimou cerca de «mil hectares», o equivalente a mil estádios de futebol. A autarca, que esteve no local, disse à Lusa que aquela área é «muito difícil de combater» por tratar-se de «uma zona de muita montanha, com forte vegetação, particularmente de eucalipto».

Lurdes Castanheira adiantou, ainda, que há registo de «casas ardidas, mas nenhuma de habitação permanente», e que «todas as pessoas que estavam em perigo eminente foram retiradas para a secção dos bombeiros de Alvares, onde muitas pernoitaram para acautelar eventuais perigos».

Os Canadair de Espanha deslocaram-se a Portugal para reforçar o dispositivo português de combate a incêndios florestais depois de o Governo ter acionado o acordo bilateral de Portugal com Espanha, informou o ministério da Administração Interna.

A tutela adiantou que Portugal também pediu à França, ao abrigo do acordo bilateral já acionado pelo Governo, dois aviões Canadair, mas para o período de 25 a 31 de agosto.

Há outros seis fogos ativos nesta quarta-feira em Portugal continental.

Viseu é o distrito mais fustigado, com quatro incêndios a lavrar em Tondela, Castro Daire, Resende e Vouzela, e foi precisamente para aqui que se deslocaram os dois bombardeiros espanhóis que estiveram em Góis.

Seguem-se fogos em Viana do Castelo e, também no mesmo distrito, Melgaço.