Subiu para 36 o número de mortos nos incêndios, confirmou à TVI a adjunta da Proteção Civil, Patrícia Gaspar. Segundo a mesma fonte, um ferido grave que estava internado no Hospital de Viseu não resistiu aos ferimentos.

O novo balanço surge no dia em que o bebé de um mês que estava desaparecido em Tábua, na sequência dos incêndios que devastam o país desde domingo, ter sido encontrado morto esta segunda-feira de manhã.

Em novo 'briefing' aos jornalistas, esta segunda-feira, pelas 9:30, Patrícia Gaspar confirmou ainda a existência de 63 feridos, 20 deles bombeiros. Entre os 63 feridos, 16 estão em estado considerado grave e um dos feridos graves é bombeiro. 

Um total de 40 pessoas, das quais 23 bombeiros, foram assistidas nos diferentes teatros de operações, não tendo havido necessidade de as conduzir a nenhuma unidade de saúde.

Há sete pessoas desaparecidas, duas no concelho de Coimbra e cinco no concelho de Viseu.

Patrícia Gaspar informou ainda que, desde a meia-noite, há o registo de um total de 163 ocorrências, cinquenta delas ainda em curso. Da meia centena de ocorrências em curso às 16:00, 31 fogos eram classificados pela Proteção Civil como "importantes". 

Mantém-se o alerta vermelho para os 18 distritos de Portugal Continental e estão em curso 20 planos municipais de emergência, nos distritos de Aveiro, Coimbra e Leiria.

A Proteção Civil prevê um resto de dia "ainda bastante trabalhoso". "Penso que a noite poderá ser uma grande aliada de quem combate no terreno", prevê a adjunta de comando operacional.

Domingo, 15 de outubro, foi o pior dia do ano em matéria de fogos. Fogos que voltaram a matar, como há quatro meses, na tragédia de Pedrógão Grande.

As vítimas mortais são dos distritos de Viseu, de Coimbra, da Guarda e Castelo Branco. O fogo matou dentro de casa e na via pública. Conseguiu apanhar quem tentava fugir das chamas, como é o caso de uma mulher de 19 anos, grávida, que morreu quando entrou em contramão na A25, junto a Vouzela.

No mesmo concelho, na aldeia de Ventosa, foram encontradas três pessoas mortas dentro da própria casa e uma na via pública.

Na Sertã, em Vale de Laço, morreu um homem com cerca de 50 anos.

O fogo tirou ainda a vida a quem arriscou salvar os bens que tinha. Em Penacova, na aldeia de Vale Maior, dois irmãos apicultores perderam a vida a tentar salvar o negócio do pai.