Por: Redacção / CMM | 17- 5- 2010 17: 18
O Governo estabeleceu o período entre 1 de Julho e 15 de Outubro deste ano como a época crítica de risco e prevenção de
incêndios florestais, indica uma portaria publicada, esta segunda-feira, em Diário da República.
Nessa altura, devem
ser «asseguradas medidas especiais de prevenção contra incêndios florestais», afirma na portaria o secretário de Estado das
Florestas e Desenvolvimento Rural, Rui Pedro de Sousa Barreiro.
O Governo decidiu estabelecer este período crítico
baseado no «regime termopluviométrico de Portugal continental» e também no «historial regional» de incêndios ocorridos e nas
«condicionantes associadas à organização dos dispositivos de prevenção e combate» a fogos.
No âmbito do dispositivo
de combate a incêndios, o início deste período mais crítico de risco de incêndios coincide com o início da fase «Charlie»,
que vai até 30 de Setembro.
No passado dia 12, a Autoridade Nacional de Protecção Civil decidiu adiar por 15 dias
o início da fase «Bravo», a segunda mais crítica, que estava previsto começar a 15 de Maio, mas começará apenas a 1 de Junho,
o que provocou críticas por parte dos bombeiros, que se queixaram de não ter sido ouvidos nesta tomada de decisão.
A
Proteção Civil justificou o adiamento com as informações do Instituto de Meteorologia, segundo as quais as temperaturas nesta
altura do ano estão «dentro dos parâmetros para a época» e mesmo «inferiores» em alguns casos.
Segundo o comandante
operacional nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil, Paulo Gil Martins, o dispositivo disponível a partir do início
da fase «Bravo» contará, até final de Setembro, com «22 519 operacionais e 5002 veículos de comando, intervenção e apoio».
Em
relação à fase «Charlie», o dispositivo será composto por 9985 elementos, apoiados por 2177 veículos e 56 meios aéreos.
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