O número de incêndios florestais e de área ardida (23.702) registados entre 01 de janeiro e 15 de julho estão acima da média dos últimos dez anos, segundo um relatório do Instituto da Conservação da Natureza.

O relatório provisório de incêndios florestais disponível hoje na página da Internet do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) adianta que a base de dados nacional de incêndios florestais registou, entre 01 de janeiro e 15 de julho último, um total de 8.753 ocorrências (1.903 incêndios florestais e 6.850 fogachos) que resultaram em 23.702 hectares de área ardida, entre povoamentos (10.873 hectares) e matos (12.829 hectares).

O documento indica que, nos últimos dez anos, apenas em 2005 (56.835 hectares) e 2012 (37.715 hectares) houve mais área ardida.
 

“Comparando os valores do ano de 2015 com o histórico dos últimos dez anos (2005-2014), destaca-se que se registaram mais 12% de ocorrência relativamente à média verificada no decénio 2005-2014 e que ardeu mais 29% do que o valor médio de área ardida nesse período”, refere o ICNF.


De acordo com o relatório provisório, até 15 de julho, há registo de 444 reacendimentos, mais 24 do que a média do período 2005-20014.

O ICNF indica também que os distritos do Porto (2.066) e de Braga (1.801) são os que registaram, até 15 de julho, mais ocorrências, sendo a maioria fogachos, ou seja, de reduzida dimensão, que não ultrapassam um hectare de área ardida.

Segundo o documento, os distritos mais afetados no que diz respeito à área ardida foram Viana do Castelo, Braga e Viseu, com 3.785 hectares, 2.779 e 2.729, respetivamente.
 

“Dadas as condições adversas, favoráveis à progressão de incêndios florestais, na primeira quinzena de julho a Autoridade Nacional de Proteção Civil decretou permanência em estado de alerta amarelo nos dias 08,09,14 e 15 de julho”, adianta o ICNF.


O instituto salienta que, desde março deste ano, que o número de ocorrências mensais tem superado os valores médios do decénio anterior (2005-2014).

Nos primeiros quinze dias de julho, adianta o ICNF, registaram-se mais 10% de ocorrências relativamente à respetiva média do período 2005-2014.
 

“Apesar disso, o valor da área ardida até 15 de julho (4.853 hectares) é inferior, em quase 20%, ao valor médio decenal nesse mesmo período do mês de julho”, refere o ICNF.


De acordo com o relatório provisório, até 15 de julho registaram-se 31 grandes incêndios, que queimaram 11.615 hectares de espaços florestais, ou seja 49% do total da área ardida.

O maior incêndio ocorreu a 07 de julho passado em São Pedro de Tomar, concelho de Tomar, distrito de Santarém, e consumiu cerca de 1.580 hectares de espaços florestais.