A GNR levantou 2097 autos de contraordenação em 2016 na defesa da floresta contra incêndios, mas somente 1278 foram pagos, ou seja, cerca de 40%. No primeiro semestre de 2017 a percentagem é ainda menor, com apenas 201 multas pagas num universo de 664 (30%), indicam dados da corporação enviados à TVI.

Desde maio de 2014 que compete à Guarda Nacional Republicana a fiscalização da limpeza florestal e consequente levantamento de contraordenações. No entanto, “compete aos serviços municipais a notificação dos cidadãos e a verificação das medidas impostas”, esclarece a GNR.

As 664 multas já passadas este ano ocorreram entre 1 de janeiro e 26 de junho, ainda assim quase o dobro das registadas em igual período do ano passado (394).

Também as denúncias duplicaram, com 325 recebidas até 26 deste mês, mais do dobro das que chegaram à Guarda em igual período de 2016, isto é, 142. No total do ano passado foram recebidas 654 denúncias.

A maior parte das 664 multas de 2017 está relacionada com a falta de limpeza junto a habitações (374), queima de sobrantes (225) e queimadas ilegais (43). Em 2016, a maioria das contraordenações teve origem nestes três pontos – 1174, 573 e 187, respetivamente.

De acordo, ainda, com dados da corporação, no que respeita à limpeza da floresta junto às estradas, apenas 25 autos foram levantados em 2016, sendo que este ano foram já passadas oito multas.

As multas podem chegar aos 800 euros no caso de um particular e aos 600 mil euros se for uma empresa.

Até 26 de junho, a GNR realizou 1034 ações de sensibilização, menos que em igual período do ano passado (1462).