A Guarda Nacional Republicana (GNR) identificou, entre março e maio, mais de mil incêndios suspeitos de terem origem criminosa e passou mais de 300 multas por infrações à legislação que protege as florestas, conforme foi divulgado esta terça-feira.

Segundo a GNR, no âmbito das operações "Floresta Protegida" e "Ignição Zero", foram realizadas em todo o país, durante os meses de março, abril e até 14 de maio, várias ações de esclarecimento em sensibilização relacionadas com os comportamentos a adotar para prevenir os incêndios florestais.

Nas operações, que mobilizaram 2.600 elementos militares e civis do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) e do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS), participaram 30.658 pessoas.

Foram ainda fiscalizados 470.565 terrenos, segundo apurou a Lusa.

Depois de realizadas as ações de sensibilização, a GNR passou 360 multas por infrações à legislação que rege o Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios e elaborou 1.062 autos de notícia pelo crime de incêndio.

As coimas previstas na lei para estas infrações variam entre os 140 e os cinco mil euros, no caso de particulares, e entre 800 e seis mil euros, para as empresas.

Durante essas ações "foi dado especial ênfase à explicação das regras aplicadas ao uso do fogo, à necessidade da limpeza de mato e remoção de restos da floresta e à manutenção das faixas de contenção de incêndios", de acordo com a GNR.