
última atualização às 23:00
O incêndio que consumiu uma vasta área de pinhal e eucaliptal em Oliveira do Hospital foi dado por dominado pelos bombeiros cerca das 22:00 mas permanece com uma frente ativa no concelho de Arganil.
O comandante operacional, Emídio Camacho, confirmou à Lusa que as chamas estão «dominadas» na área do concelho de Oliveira do Hospital mas os trabalhos de combate continuam no concelho de Arganil com «uma frente ativa de cerca de quilómetro e meio».
A perspetiva do comandante Camacho é que em «mais uma a duas horas» as coisas estejam «resolvidas» também em Arganil no que toca ao combate ao fogo descontrolado, passando depois para a fase de rescaldo em toda a extensão, incluindo a área já dominada em Oliveira do Hospital.
Entre o posto de comando instalado em Digueifel, e a localidade de Anseriz, cerca de 15 quilómetros, uma vasta área de pinhal e eucaliptal está transformada em cinzas, como observou a Lusa no local.
Nesta área, na localidade de Avô, observou-se o momento mais difícil para os bombeiros que, pouco antes do cair da noite, tiveram de evacuar um conjunto de habitações que se encontravam no caminho das chamas.
Ao longo deste percurso, dezenas de viaturas estão posicionadas para evitar que os pequenos reacendimentos, que, como a Lusa constatou, são recorrentes, ganhem maiores dimensões.
No combate a este incêndio estão, de acordo com o segundo comandante no terreno, Paulo Palrilha, 385 homens apoiados por 112 viaturas de corporações de bombeiros dos distritos de Coimbra, Aveiro, Viseu e Guarda e ainda de unidades especiais e também da GNR.
Segundo informações do comando, uma coluna de viaturas do INEM, incluindo viaturas de intervenção rápida, chegou ao local pouco depois das 20:30 para precaver quaisquer situações que incluam vítimas.
Ao longo das vertentes mais agrestes da área ardida são visíveis diversos focos de chamas, mas que os bombeiros explicam como «áreas por arder por entre a mancha de floresta já consumida», não representando, por isso, «perigo maior».
No entanto, admitiu à Lusa Emídio Camacho, «isto vai ser trabalho para toda a noite [de hoje] e manhã de quarta-feira» para que toda extensão tenha o devido rescaldo e prevenção para eventuais reacendimentos.