O incêndio que deflagrou ontem em Oura, Chaves, está esta quinta-feira em fase de rescaldo e já começaram a ser contabilizados os danos e a serem analisadas as suspeitas. O presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar fala em "origem criminosa" e lamenta os “prejuízos elevados”.

As chamas deflagraram junto à Estrada Nacional 2 (EN2), perto de Oura, e alastraram para o concelho de Vila Pouca de Aguiar.

O presidente desta autarquia do distrito de Vila Real, Alberto Machado, disse à Lusa estar convencido que “a origem do fogo é criminosa”. “Foi um incêndio de grandes dimensões”.

O autarca referiu que estiveram “pessoas e habitações em risco”, tendo sido “retiradas nove pessoas” da aldeia de Vila do Conde “por precaução e pela proximidade do incêndio, que envolveu várias casas”.

Felizmente não houve nenhuma perda nem humana, nem de nenhuma habitação, mas houve perdas em vinhas, pomares e pinhais. Arderam umas centenas de hectares, não consigo precisar neste momento, e são prejuízos elevados essencialmente no que diz respeito a terrenos de vinha e pomares”.

Alberto Machado considerou que os meios envolvidos no combate a este fogo “foram muito bem coordenados e, por isso, embora tenha sido um grande incêndio, não atingiu as dimensões e prejuízos que, com muita facilidade, poderiam ter sido atingidos”.

O vento foi uma das principais dificuldades sentidas no combate a este fogo, que chegou a envolver cerca de 350 operacionais e 12 meios aéreos. Para o terreno foram também mobilizados militares do Exército.

As autarquias de Vila Pouca de Aguiar e de Chaves disponibilizaram máquinas de rasto para ajudar nas operações de rescaldo.