Atualizada às 12h54

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta segunda-feira a detenção de três homens suspeitos de terem ateado fogos em Lamego, Cinfães e Baião, elevando para 42 os detidos pelo crime de incêndio florestal.

Através da Diretoria do Norte e em colaboração com a GNR, a PJ deteve um homem, de 42 anos, sobre quem recai a suspeita de ser o autor de um crime de incêndio florestal, que ocorreu no sábado, em Cinfães.

O indivíduo terá ateado o fogo numa zona de mato e floresta, com recurso a um isqueiro, causando um incêndio florestal de grandes proporções, superior a 100 hectares, o qual pôs em perigo pessoas e bens desses lugares.

A PJ suspeita que este homem, um servente reformado por invalidez, possa ser o responsável por outros incêndios que deflagraram naquela zona, em dias anteriores.

Segundo referiu polícia, em comunicado, o detido não possui antecedentes criminais, «nem apresenta qualquer motivação racional para a prática dos factos em investigação, para além de uma forte compulsão pelo atear de incêndios».

A «forte compulsão pelo atear de incêndios» poderá ter levado também, de acordo com a PJ, um trabalhador agrícola de 31 anos, a provocar um fogo no concelho de Baião.

Este suspeito, que foi detido numa investigação que contou com a colaboração da GNR, terá usado um isqueiro para atear o incêndio numa zona de mato e floresta, no sábado.

Este homem está ainda indiciado pela autoria de um outro fogo ocorrido na noite do dia 7 de agosto.

Através da Unidade Local de Investigação Criminal de Vila Real, a PJ deteve um desempregado, de 40 anos, suspeito de ter ateado dois incêndios no Lugar de Portela, Freguesia de Pretarouca, em Lamego, que consumiram cerca de dois hectares de floresta, mato, castanheiros e ainda árvores de fruto integrados em zona agrícola.

Os fogos, que ocorreram nos dias 18 e 22 de agosto, colocaram também em perigo várias habitações e armazéns existentes na sua proximidade, os quais, segundo disse a PJ, «só não foram consumidas devido à rápida intervenção dos bombeiros».

Os três homens vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de eventuais medidas de coação.

A PJ anunciou ainda a detenção, em Vila Nova de Foz Côa, de um homem de 66 anos, agricultor, residente naquele concelho, por crimes de incêndio florestal e detenção de arma proibida.

Segundo o Departamento de Investigação Criminal da PJ da Guarda, o homem, detido com a colaboração da GNR de Vila Nova de Foz Côa, é o presumível autor do crime de incêndio florestal, ocorrido no dia 23 de agosto na freguesia de Freixo de Numão, naquele concelho do norte do distrito da Guarda.

A fonte adianta que o detido vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação tidas por adequadas.

Ao suspeito foram ainda apreendidas várias munições para utilização em arma de fogo, refere a PJ no mesmo comunicado enviado à agência Lusa.

A PJ anuncia que, no corrente ano, procedeu já à identificação e detenção de 42 pessoas pela autoria do crime de incêndio florestal.