A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) definiu os pontos de entrega de donativos destinados às vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande para "evitar descoordenações".

A CCDRC refere, em nota enviada à agência Lusa, que, "para evitar descoordenações, definiram-se pontos únicos de entrega dos donativos (alimentos, água, vestuário, etc.)".

Em Pedrógão Grande, a Santa Casa da Misericórdia recebe alimentos e os Bombeiros Voluntários os restantes donativos, bem como alimentos para animais de estimação.

Em Castanheira de Pera, nos Bombeiros Voluntários são aceites alimentos, enquanto os restantes donativos devem ser entregues no Pavilhão Gimnodesportivo.

Por fim, em Figueiró dos Vinhos, os donativos são recebidos no Pavilhão Gimnodesportivo das Bairradas.

E para os animais?

A fonte esclarece ainda que o Ministério da Agricultura está a coordenar, em articulação com as autarquias, a distribuição de alimentação para os animais das zonas afetadas pelos incêndios nos três concelhos.

Os locais de distribuição são, em Pedrógão Grande, o armazém/Junta de Freguesia, em Castanheira de Pera o Pavilhão Gimnodesportivo Municipal e, em Figueiró dos Vinhos, a Cooperativa.

Contar os prejuízos

A CCDRC esclarece ainda que está a coordenar o trabalho de inventariação dos danos, prejuízos e necessidades globais, ao nível da habitação, infraestruturas e equipamentos, florestas e agricultura, atividade económica (indústria, turismo e serviços) e proteção civil.

No trabalho, participam, "de forma empenhada e ativa", várias entidades, nomeadamente os autarcas (presidentes de câmara e presidentes de junta de freguesia) dos concelhos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), do Instituto da Segurança Social, da Proteção Civil, da Infraestruturas de Portugal, do IAPMEI - Agência para a Competitividade e Inovação e do Turismo de Portugal.

Quer ser voluntário?

Na nota, a CCDRC apela ainda aos voluntários para se dirigirem às Câmaras Municipais "para serem devidamente identificados e para que o seu contributo possa ser enquadrado nas operações que se estão a desenvolver".

Os voluntários, que são bem-vindos, não devem andar sozinhos, pois não conhecem as pessoas nem o território."