O incêndio em Abrantes, no distrito de Santarém, é o que mais meios mobiliza esta quinta-feira. Não é para menos: há quatro povoações ameaçadas pelas chamas. 

O fogo, que começou na aldeia do Souto, parecia ter dado tréguas até às 04:00, mas depois houve um volteface que está a preocupar os bombeiros e a presidente da câmara, Maria do Céu Albuquerque. Alguns anexos e habitações abandonadas foram consumidos pela chamas. Apesar disso, não há feridos a registar.

O calor apertou imenso, a temperatura subiu, humidade desceu e por isso as condições agora são completamente diferentes. Há quatro povoações ameaçadas: duas na freguesia de Aldeia de Mato Souto, e outras duas na Pocariça e Braçal, na freguesia de Rio de Moinhos"

À TVI, a autarca indicou que "ainda não houve necessidade de evacuar" essas aldeias, mas estão a ser preparadas pessoas e meios para o fazer com tempo, em caso de necessidade. Até porque, em causa, estão pessoas de idade, que "carecem de cuidados especiais".

No terreno, estão mais de 580 operacionais, mais de 190 viaturas, oito meios aéreos e 10 máquinas de rasto.

Não é por falta de meios, mas as condições em que este incêndio surgiu, a violência da propagação e os reacendimentos têm preocupado ativo"

"Uma pequena língua com uma extensão imensa"

É um fogo diferente, segundo a autarca: "É uma pequena língua de terreno ardido em largura, mas tem extensão imensa que fez que ganhasse cinco frentes".

Para além deste incêndio em Abrantes, há outros três a preocupar as autoridades: Unhais da Serra, Covilhã, Castelo Branco; Paredes, Vila Real; e Boticas, Vila Real.

Ontem, 9 de agosto, foi o dia com mais incêndios - um total de 203 incêndios, desde 1 de janeiro. O balanço é da Proteção Civil, que se referiu precisamente à situação complicada em Abrantes.

Das situações mais críticas, embora sem perigo direto, é concelho de Abrantes, Aldeia do Mato. O anexo de uma casa afetado pelas chamas". 

As declarações são de Patrícia Gaspar, da Proteção Civil, durante o briefing operacional das 12:00.