O responsável da Protecção Civil em Coimbra, Serra Constantino, afirmou esta terça-feira que os serviços de emergência do Hospital dos Covões actuaram «com rapidez e funcionalidade», na sequência do incêndio que esta madrugada provocou o corte de electricidade à unidade.

Para Serra Constantino, é «importante» agora conhecer as causas que provocaram o incêndio no posto de transformação, que deixou sem electricidade os vários serviços durante cerca de 04:30, segundo fonte da unidade.

«Nada acontece por acaso. É preciso saber o aconteceu até para precaver situações futuras», declarou à agência Lusa, frisando que isso «é fundamental até para restabelecer a confiança» na segurança do Hospital dos Covões.

De acordo com Serra Constantino, os responsáveis do hospital deverão proceder a um inquérito para apurar as causas da ocorrência. «Apesar de o Hospital dos Covões ser um hospital antigo, tem feito obras de reconversão. Há sempre obras nos Covões», observou.

Enquanto responsável da Protecção Civil, Serra Constantino acompanhou a situação e os seus serviços estiveram a dar apoio, nomeadamente na criação de postos de luz.

«O combate inicial foi rápido. Tudo foi feito com rapidez e funcionalidade e os serviços de emergência terão funcionado bem», acrescentou.

Questionado sobre o incêndio que afectou os quadros eléctricos, e assim a chegada da energia alternativa dos geradores aos vários serviços, Serra Constantino disse que o ideal era haver um sistema de quadro alternativo, mas admitiu desconhecer a sua viabilidade técnica, por não ser esta a sua especialidade.

Entretanto, a EDP está a instalar dois novos quadros de baixa tensão no Hospital, e a situação deverá estar normalizada cerca das 14:00, revelou fonte da empresa.

João Paulo Amaral Gouveia, das Relações Exteriores da Direcção de Rede e Clientes Mondego, informou que o incêndio ocorrido no posto de transformação e gerador do Hospital dos Covões foi «uma questão interna» que ocorreu em equipamento do próprio estabelecimento hospitalar.

«A EDP não tem rigorosamente nada a ver com isto, mas num espírito de colaboração, sobretudo com instituições hospitalares, deslocámos pessoal nosso e do nosso prestador de serviços para o local cerca da 01:30», adiantou, referindo que estes elementos continuam empenhados na resolução do problema.

Para ultrapassar a falha de energia, a EDP instalou um primeiro gerador cerca das 04:00 e depois pôs a funcionar um segundo, disse ainda João Paulo Amaral Gouveia.