O número de feridos no incêndio em Pedrógão Grande subiu para 157. Há sete feridos graves, entre uma criança e quatro bombeiros.  O último balanço dava conta de 136 feridos.

As vítimas mortais mantêm-se em 64. Mais de metade dos corpos já foram identificados.

O combate ao incêndio, que lavra há três dias, continua a evoluir favoravelmente. A Proteção Civil acredita que o fogo pode ficar dominado até ao final da manhã desta terça-feira.

O comandante operacional da Proteção Civil, Vítor Vaz Pinto, explicou aos jornalistas que isto poderá acontecer se for possível eliminar "um dos pontos quentes" do incêndio que ainda subsistem. Havia dois "pontos quentes preocupantes" ao final do dia de segunda-feira, um deles resolvido durante a noite. O outro poderá ficar resolvido até hora de almoço.

Esperamos que até ao final da manhã, o outro ponto quente esteja extinto e se tal acontecer teremos condições para dizer que o incêndio está dominado".

Fica, no entanto, a ressalva de que as condições meteorológicas continuam "adversas", por causa das humidades relativas do ar.

13 meios aéreos envolvidos

Estão no teatro de operações 13 meios aéreos, oito aviões e cinco helicópteros, indicou ainda o mesmo responsável. Estão ainda a operar no terreno 1.153 operacionais, apoiados com 391 viaturas e 11 máquinas de rasto.

Este incêndio tornou-se no mais mortífero da história do país. As chamas alastraram depois aos concelhos vizinhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, e entraram também no distrito de Castelo Branco, pelo concelho da Sertã.

Neste momento, o incêndio que lavra em Góis é bastante preocupante, com a presidente da câmara a dizer que a situação é "grave e pode passar a ser gravíssima". O comandante operacional da Proteção civil explicou que este fogo tem uma gestão autónoma, com um posto de comando também autónomo, apesar de confirmar que ambos têm já continuidade.