Um pastor de 30 anos, residente em Valpaços, foi identificado pela GNR por suspeitas de ter ateado um incêndio florestal, em Chaves, aumentando para 77 o número de presumíveis autores deste crime, avançou hoje à Lusa fonte policial.

O fogo, segundo a fonte, deflagrou a 20 de agosto, pelas 10:00, na aldeia de Tronco, em Chaves, e consumiu 300 hectares de mato e carvalhos de uma região de «elevada importância» paisagística e ambiental.

Além disso, as chamas puseram ainda em perigo «algumas» habitações da localidade de Casas de Monforte, deste concelho de Trás-os-Montes, e constituiu um «enorme risco» para os armazéns inseridos nas áreas agrícolas por onde o fogo passava tendo, inclusive, consumido um armazém com 1300 fardos de palha.

Na opinião da GNR, a «pronta» intervenção dos populares e meios de combate impediram o fogo de progredir em direção aos estaleiros e armazéns com maquinaria industrial de duas pedreiras, situadas nessa localidade.

O incêndio atingiu ainda uma área de mato e uma área arborizada de um povoamento de carvalho-roble.

Com a identificação deste homem, com antecedentes criminais pela prática do mesmo crime, o Comando Territorial da GNR de Vila Real elevou, este ano, para 77 o número de pessoas envolvidas em incêndios.