O incêndio de Pampilhosa da Serra, que reúne mais bombeiros entre os seis maiores fogos a afetar Portugal continental, "está longe de estar controlado" e a situação "não está fácil", disse hoje o presidente da câmara daquele concelho. As chamas obrigaram já à evacuação de seis aldeias e ao que a TVI apurou as chamas ameaçam já a reserva natural da Serra do Açor.

"A situação não está fácil e o fogo está longe de estar controlado", referiu à agência Lusa José Brito, realçando que os bombeiros têm o seu trabalho dificultado pelo vento com alguma intensidade e pelas caraterísticas geográficas da zona, com declives.

O facto de a região que está a arder ser "uma área enorme de pinheiro bravo com poucos anos", densa, também não facilita a luta contra o fogo, acrescentou o presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra.

O incêndio florestal que deflagrou em Pampilhosa da Serra e alastrou a Arganil ameaça, ao início da tarde, duas povoações deste concelho do interior do distrito de Coimbra, disse o presidente da Câmara de Arganil.

O fogo, que arde com intensidade, mantém duas frentes ativas no concelho de Arganil, progredindo uma delas “no sentido da Mata da Margaraça e pondo em risco Sardoal e Parrozelos”, salientou Ricardo Alves, que falava à agência Lusa pelas 12:30 de hoje.

As duas povoações, nas freguesias de Benfeita e de Moura da Serra, respetivamente, situam-se na Área Protegida do Açor, serra que integra a Mata da Margaraça.

A outra frente do fogo naquele concelho, igualmente intensa, progride no sentido de Cepos, mas sem ameaçar aldeias ou habitações, adiantou o autarca, salientando que, “durante a noite, a situação se complicou” bastante.

No início da manhã, fonte da GNR dizia que estava cortada a estrada nacional 344 entre Fajão e Pampilhosa da Serra.

O incêndio florestal que continua a lavrar com intensidade nos concelhos de Pampilhosa da Serra e Arganil obrigou já à evacuação parcial de seis aldeias naquela zona do interior do distrito de Coimbra.

A deslocalização dos habitantes, sobretudo daqueles que residem em casas mais isoladas, foi adotada essencialmente por precaução, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.

Torrozela, Salgueiro, Caratão, Monte Redondo, Adela e Aguadalte são as povoações abrangidas pela medida, de acordo com a página da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

O incêndio de Mortágua, no distrito de Viseu, é outros dos seis fogos de maiores dimensões referidos no site da Autoridade Nacional para a Proteção Civil, tendo 310 operacionais 98 meios terrestres e quatro aéreos.

Este incêndio, que lavra desde o início da tarde de sábado, já levou à ativação do plano municipal de emergência em Mortágua, e obrigou à retirada de pessoas de algumas habitações daquele concelho e do município de Anadia, por precaução.

Com cinco meios aéreos e 285 operacionais está o fogo do concelho de Alvaiázere, no distrito de Leiria, que começou no sábado cerca das 16:00.

Na madrugada de hoje, cerca das 02:00 deflagrou um incêndio na localidade de Veigas, no concelho de Bragança estando a ser combatido por um meio aéreo, 91 operacionais e 25 meios terrestres.

Os outros incêndios entre as ocorrências principais referidas pela Proteção Civil são em Vila Nova de Paiva, no distrito de Viseu, que tem três meios aéreos e 68 operacionais, e em Ribeira de Pena, no distrito de Vila Real, com um meio aéreo e 47 operacionais.