Um incêndio deflagrou este sábado pelas 21:25 em Proença-a-Nova, distrito de Castelo Branco, e duas horas depois continuava a lavrar “com muita violência”, mas sem ameaçar localidades, disseram à Lusa fontes da Proteção Civil e da câmara local.

O incêndio está a evoluir com muita intensidade, com muita violência, em zona de pinhal e eucaliptal”, afirmou o oficial de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) Paulo Santos.

Cerca das 23:30, estavam envolvidos no combate às chamas 55 operacionais e 17 veículos.

De acordo com Paulo Santos, foi necessário reposicionar meios, já que um outro incêndio de grandes dimensões mobilizou mais de 800 homens na Sertã, também no distrito de Castelo Branco.

As chamas estavam, àquela hora, a evoluir na direção da localidade de Carregais, mas não havia ainda povoações em risco.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo, confirmou que o incêndio avançava “com muita violência”, mas sem ameaçar localidades.

As chamas, com duas frentes, estavam a evoluir numa das encostas da serra, disse o autarca, referindo que a orografia do local dificulta a ação dos bombeiros.

João Lobo referiu que, além dos meios locais, estão também no combate bombeiros de Portalegre.

O presidente do município local esclareceu que este incêndio não está relacionado com o da Sertã, que este sábado tinha alcançado Proença-a-Nova.

“Não tem nada a ver, é uma localização completamente diferente”, indicou.

Fogo na Sertã poderá estar dominado nas próximas horas 

O incêndio na Sertã, distrito de Castelo Branco, estava a reduzir de intensidade este sábado à noite e poderá estar dominado nas próximas horas, mantendo-se cortado o Itinerário Complementar (IC) 8, disse fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Pouco depois das 23:00 deste sábado, o incêndio, que teve início na sexta-feira, ainda mobilizava 766 operacionais e 252 viaturas.

Com a queda da temperatura e a redução do vento foi possível “resolver o incêndio na maior parte do seu perímetro”, mantendo-se uma parte mais ativa na zona de Várzea de Cavaleiros, afirmou à agência Lusa o oficial de operações Paulo Santos.

Acredito que nas próximas horas o incêndio possa estar dominado”, acrescentou.

O IC8 permanecia cortado entre os nós de Várzea de Cavaleiros e Maljoga.

O responsável fez a ressalva de que, do total de meios afetos ao combate a este incêndio, nem todos estão no teatro de operações a todo o momento.

Há necessidade de gestão do trabalho, do repouso e de logística. Os veículos têm de meter gasóleo e fazer manutenção, os homens têm de comer e de gerir o esforço”, exemplificou o comandante Paulo Santos, que referiu que “qualquer bombeiro ao fim de mais de duas horas de combate direto às chamas tem de parar”.

Além disso, o responsável comentou que houve habitações, armazéns agrícolas e industriais, casas devolutas e fábricas abandonadas que foram atingidos pelas chamas por não haver uma “descontinuidade entre a área florestal e a área urbana”.

“Não há limpeza à volta das casas e das instalações, a mata entra pelas aldeias”, referiu.

Paulo Santos indicou ainda que houve dois feridos: um civil, que sofreu um corte e foi assistido no centro de saúde da Sertã, e um sapador florestal, que sofreu uma queda e teve um traumatismo torácico, tendo sido levado para o Hospital Universitário de Coimbra.