O incêndio que lavra em Monchique desde sexta-feira já fez 32 feridos, 31 leves e um grave, segundo o último balanço feito pela segundo comandante nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar. 

Já o número de pessoas deslocadas devido às chamas desceu de 230 para 181. Patrícia Gaspar explicou que algumas pessoas já regressaram às suas casas e, por outro lado, alguns turistas também deixaram a região.

A responsável da Proteção Civil disse que o fogo continua com duas frentes ativas, sendo que os pontos mais críticos são a zona da Fóia, na frente oeste do incêndio, e a zona de Silves, a leste do concelho de Monchique.

Patrícia Gaspar referiu que, durante a noite, o vento soprou "por vezes muito forte, o que favoreceu a progressão do incêndio" e que a "humidade não chegou para compensar o efeito do vento". Ainda assim, os operacionais no terreno conseguiram "bons progressos".

Conseguimos bons progressos. Temos esta manhã uma operação mais estável", sublinhou.

Para esta quarta-feira preveem-se ventos que poderão chegar aos 35/40 quilómetros por hora e uma temperatura máxima de 35 graus, além de uma humidade relativa que poderá chegar aos 50%, o que configura um cenário semelhante ao de terça-feira.

Devido a estas condições, são esperadas reativações durante a tarde, sobretudo a partir das 15:00, e, por isso, a Proteção Civil vai consolidar o trabalho feito aos longo dos últimos dias para conseguir responder a essas reativações de forma mais "musculada".

Estamos a tentar aproveitar ao máximo esta janela de oportundiade até às 14:00", frisou.

O incêndio que lavra em Monchique desde sexta-feira já se estendeu aos concelhos de Silves e Portimão.

O fogo já destruiu casas e muitas viaturas. O ministro do Ambiente lembrou esta terça-feira, em Abrantes, a criação o ano passado do programa 'Porta de Entrada', para assegurar que a reconstrução das habitações atingidas pelas chamas vai ser apoiada pelo Governo.

As chamas já destruíram mais de 21.300 hectares, metade da área ardida na região em 2003, segundo o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS).

A Polícia Judiciária e o Ministério Público estão no terreno a investigar este incêndio.