Mais de duas mil pessoas participaram hoje no funeral do presidente da Junta de Queirã, Joaquim Mendes, que morreu na sequência de queimaduras provocadas por um incêndio que ocorreu no concelho de Vouzela.

O corpo do autarca, de 62 anos, saiu de Quintela por volta das 17:00, seguindo num cortejo fúnebre que se deslocou a pé durante cerca de 30 minutos, em direção à Igreja Paroquial de Queirã.

A entrada para a igreja decorreu por volta das 17:30 ao som de palmas e do sino, dando início à cerimónia religiosa presidida pelo Bispo de Viseu, Ilídio Leandro.

Ao todo estiveram presentes na igreja e nas imediações mais de duas mil pessoas, entre as quais o secretário de Estado a Administração Local, António Leitão, o presidente da Anafre, Armando Vieira, e o presidente honorário do PS, António Almeida Santos.

Durante a cerimónia religiosa, que se prolongou por hora e meia, o Bispo de Viseu destacou a atitude de Joaquim Mendes, que «quis salvar os bens e as vidas, dando sentido à sua missão de responsabilidade pela freguesia, que ia perder bens».

Na sua opinião, é merecido que se preste justa homenagem a um homem que lutou até ao fim pela sua freguesia.

A finalizar a cerimónia religiosa, duas homenagens ao autarca de Queirã: um momento musical de harmónicas e a leitura de um poema a um «líder sem par».

O corpo de Joaquim Mendes saiu da igreja como entrou, ao som das palmas e do sino, seguindo para o cemitério, a escassos metros.

O presidente da Junta de Freguesia de Queirã, Joaquim Mendes sofreu queimaduras num incêndio no concelho de Vouzela a 23 de agosto passado, acabando por morrer na terça-feira no Hospital de São João, no Porto.

O autarca tinha ficado com cerca de 60% do corpo queimado, quando ajudava a combater o incêndio.

Além do presidente da junta, ficou ferido no incêndio de Queirã um elemento da equipa de Sapadores Florestais de Vouzela, mas ligeiramente.