Notícia atualizada às 11:00

O incêndio, que deflagrou às 21:10 de terça-feira no complexo do Cachão, em Trás-os-Montes, encontra-se em fase de rescaldo, mantendo-se no local para remoção de destroços mais de cem operacionais, disse esta quarta-feira o comandante distrital de Mirandela, Edgar Trigo.

O incêndio que deflagrou às 21:10 de terça-feira numa fábrica de transformação de castanha em Mirandela, no complexo do Cachão, concelho de Mirandela, distrito de Bragança, tinha sido dado como dominado às 06:23.

«O incêndio está em fase de rescaldo. Estamos a proceder à remoção dos destroços, dos milhares de toneladas de plástico para reciclagem. Os trabalhos vão decorrer muito lentamente devido à quantidade de material no local», adiantou cerca das 09:30 à agência Lusa o comandante distrital de Mirandela.

Edgar Trigo salientou que não há vítimas a registar e ainda não é possível fazer um levantamento dos danos materiais.

De acordo com o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Bragança, encontravam-se àquela hora no local a participar nos trabalhos de rescaldo 103 operacionais, apoiados por 34 veículos.

Durante a madrugada, o administrador do complexo, António Morgado, afastou à Lusa os receios iniciais de as chamas se propagarem a outras unidades, como as fábricas adjacentes de transformação de castanha e extração de óleos.

O incêndio não pôs em causa também qualquer posto de trabalho. De acordo com o administrador do complexo, como se trata só de um armazém, a empresa prevê apenas a perda do edifício e da matéria-prima.

A administração do Cachão não tinha conseguido contactar o empresário proprietário pelo espaço afetado.

Os responsáveis locais não tinham ainda ideia de como o fogo poderá ter começado e já comunicaram o caso à Polícia Judiciária para investigar.

O administrador garantiu à Lusa que «nunca tinha acontecido uma situação idêntica desde que o Cachão existe», ou seja, desde a década de 1960.