A Associação Nacional de Produtores de Cereais (ANPOC) vai oferecer 18 toneladas de palha para alimentar os animais afetados pelos incêndios na Madeira. A oferta seguira ainda esta quinta-feira, ou o mais tardar sexta-feira, para a ilha. 

“Nesta fase muito difícil, é uma ajuda de emergência”, realçou à agência Lusa José Palha, presidente da ANPOC, associação sediada em Évora e que representa os produtores de cereais a nível nacional.

Os produtores pecuários locais “estão com grandes dificuldades em alimentar os animais” e a Secretaria Regional de Agricultura e Pescas da Madeira “pediu ajuda à Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) no sentido de enviar já, numa primeira fase, à volta de 50 fardos, que seriam 15 toneladas”, explicou.

A CAP “pediu à ANPOC, sua associada e que é quem teria capacidade para fornecer” a palha, e, “em menos de 24 horas, numa ação de solidariedade, os produtores nacionais de cereais ofereceram 18 toneladas”, num total de 60 fardos.

A palha já foi entregue no porto de Lisboa e “embarcará durante esta tarde ou amanhã [sexta-feira] num navio para a Madeira”, devendo chegar à região autónoma “nos próximos dias”.

José Palha disse que a ANPOC, dependendo das necessidades que venham a ser manifestadas pela Secretaria Regional de Agricultura da Madeira, está disponível para o envio de mais alimentação para os animais afetados pelos incêndios.

“Depende das necessidades, o que lhes mandámos foi o que pediram, nós não conhecemos em detalhe essa realidade”, referiu, admitindo que, por esta altura, nem produtores, nem entidades do setor na região deverão ter esse diagnóstico completo: “Estão numa fase ainda de apurar prejuízos e averiguar necessidades”.

Três pessoas morreram na terça-feira, no Funchal, na sequência dos incêndios que deflagraram no concelho na segunda-feira.

O fogo provocou ainda cerca de mil desalojados, entre residentes e turistas, e muitas casas e um hotel (Choupana Hills) foram afetados pelo fogo.