Há falhas no SIRESP, o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal e a Proteção Civil admite-o. Porém, o comandante operacional no teatro de operações em Pedrógão Grande garante que são mínimas e nunca comprometeram as operações.

"Temos tido algumas situações de saturação do sistema, porque estamos a falar de uma situação de exceção. Estamos a falar de uma área muito grande, de uma utilização massiva dessa rede do SIRESP, por muita gente, e naturalmente que por vezes temos alguns constrangimentos", assumiu Vítor Vaz Pinto, aos jornalistas, no ponto de situação que fez esta manhã. 

[As falhas de comunicação] muito curtas, inferiores a um minuto, meio minuto. Nunca comprometeram as operações e não têm tido muito significado".

Perante essa garantia, deixa ainda outra: a de que os operacionais no terreno têm "a capacidade e a redundância para resolver as situações". "Não há sistemas perfeitos. Isto é um processo constante de aprendizagem. Não há situações iguais".

Sobre se houve erros neste incêndio, disse que há situações que, por vezes, "não correm como pretendemos", mas que o trabalho que tem sido feito tem sido "de excelência". 

Agora, naturalmente que há decisões que temos de tomar face às informações que temos. Não podemos fazer uma análise para situações em que temos de decidir em milésimos de segundo. Temos de decidir face à informação que nos chega". 

Para se ter uma ideia da complexidade da gestão dos meios, fez questão de dar o exemplo de que há 198 organizações no teatro de operações. "Precisamos de conciliar isto tudo. A dificuldade existe, estamos preparados e treinados para fazer esse trabalho e temos vindo a fazê-lo, penso eu, com sucesso e bem. Mas há sempre situações difíceis de prever".

O incêndio em Pedrógão Grande está 95% em vigilância e rescaldo, mas há "pontos quentes" de alto risco. O comandante operacional considera que os "meios no teatro de operações são os adequados".

Veja também: