O incêndio que lavra na Covilhã, Castelo Branco, obrigou hoje à retirada de 15 pessoas da aldeia de Casal da Serra, e 80 de um parque de campismo, adiantou a Autoridade Nacional de Proteção Civil.

A informação foi transmitida pela adjunta nacional de operações da Autoridade Nacional da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, no 'briefing' diário sobre os fogos florestais na sede da Proteção Civil, em Carnaxide.

Os moradores da aldeia foram transportados para um pavilhão desportivo, acrescentou a responsável.

Este incêndio, que é um dos que mais preocupa as autoridades, tem "vindo a lavrar sempre muito perto de povoações", explicou Patrícia Gaspar.

O parque de campismo do Pião, a quatro quilómetros da Covilhã, foi evacuado este domingo na sequência de um incêndio florestal que começou naquele concelho no sábado, disse fonte daquela estrutura turística à agência Lusa.

Confirmo que foi dada ordem de evacuação às 09:40. Foi uma medida preventiva”, disse a fonte.

O incêndio que começou no sábado em Barrigais, no concelho da Covilhã, começou a ceder na freguesia de Tortosendo, mas ainda se mantém complicado nas Cortes do Meio, disseram fontes autárquicas à agência Lusa, antes das 16:00.

A página na internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil diz que no combate a este incêndio, com três frentes, estão 10 meios aéreos, 465 operacionais e 125 veículos.

Fogo posto

Luís Santos, presidente da Junta de Freguesia de Cortes do Meio, explicou à Lusa que, às 15:30, não havia populações em risco e aplaudiu o comportamento da Proteção Civil, nomeadamente o desempenho dos meios aéreos.

O autarca disse ainda não ter dúvidas de que se está perante um fogo posto.

Já David Silva, presidente da Junta do Tortosendo, disse que “as coisas estão a ficar mais controladas”, sobretudo na zona do Casal da Serra.

Este incêndio, no distrito de Castelo Branco, que começou às 15:18 de sábado, obrigou à ativação dos planos distrital e municipal de emergência e proteção civil, e ao corte da estrada municipal entre Cortes do Meio e a estrada nacional 230.

Pelas 19:15, as chamas que lavram na Covilhã mobilizavam 423 operacionais, 132 meios terrestres e oito meios aéreos.