O secretário de Estado da Administração Local, António Leitão Amaro, disse ter confirmado hoje no terreno que os danos económicos e sociais dos incêndios que nas últimas semanas fustigaram a Serra do Caramulo são «muito relevantes».

No final de uma visita a vários pontos da Serra do Caramulo, acompanhado de autarcas dos concelhos afetados - nomeadamente Tondela, Oliveira de Frades, Vouzela e Águeda - Leitão Amaro lembrou que o Governo aprovou uma resolução do Conselho de Ministros que regula as condições de acompanhamento dos incêndios mais graves.

«Claramente, estamos perante um caso excecional e dramático. Aquilo que vimos hoje o confirma, não só em área, mas também em danos à natureza, à floresta, patrimoniais, económicos e até danos às pessoas», contou Leitão Amaro, que conhece bem o terreno por ser natural do Caramulo.

O secretário de Estado frisou que o Governo tem estado a fazer este acompanhamento no caso dos incêndios de maior dimensão, «em primeira linha junto dos autarcas», que são os seus principais interlocutores.

«(Os autarcas) são fundamentais neste trabalho de levantamento, para que depois se possam definir as prioridades perante recursos escassos que temos para apoiar nas situações e nos impactos mais graves», sublinhou.

Leitão Amaro explicou que, neste levantamento, o Instituto Nacional de Estatística (INE) tem um papel essencial, estando também hoje no Caramulo «para iniciar um inquérito específico».

Este levantamento «não exclui intervenções mais rápidas e urgentes», garantiu, acrescentando que «a Segurança Social tem sido, ao longo do país, inexcedível a atuar».

«Felizmente, nesta serra, os casos de famílias afetadas foram prontamente acudidos e tivemos hipótese de o confirmar aqui», realçou.

O Governo vai também atuar no que respeita aos impactos nos equipamentos públicos municipais, com base num levantamento que está a ser feito.

«Estamos aqui a fazê-lo para, no imediato, nestes dias que correm, podermos acionar essas medidas para os equipamentos municipais», afirmou.