A sede do concelho de Mação pode ser confrontada "nas próximas horas" com uma das três frentes do fogo que começou no concelho da Sertã, disse o vice-presidente do município, sublinhando que a situação é "extremamente preocupante".

O mesmo responsável adianta ainda que é difícil fazer a contabilidade dos danos causados pelas chamas, mas pelo menos 35 aldeias foram atingidas pelo fogo, cinco casas arderam e centenas de pessoas foram retiradas de casa.

A madrugada "não ajudou o suficiente" no combate às chamas, mantendo-se três frentes que lavram em Mação, ameaçando a sede de concelho e as aldeias de Santos, Aldeia de Eiras, Castelo e São José das Matas, afirmou aos jornalistas o vice-presidente da autarquia (PSD), António Louro.

A vila de Mação, no distrito de Santarém, "está em elevado risco", podendo as chamas de uma das frentes do incêndio ir ao encalce da sede do concelho, estando à distância de "um quilómetro a direito", acrescentou.

As frentes de incêndio continuam "bastante perigosas e bastante significativas em comprimento", sendo que num concelho com 122 aldeias, "há sempre uma ou duas" que acabam por estar em risco, explanou António Louro.

Segundo o autarca, os meios necessários "finalmente chegaram", apesar de considerar que "é evidente" que os reforços chegaram demasiado tarde.

Os meios que tivemos hoje não estiveram cá no domingo quando precisávamos deles, não estiveram cá na segunda quando precisávamos deles, nem estiveram cá na terça-feira quando precisávamos deles", criticou o vice-presidente, considerando que as próximas horas vão ser "longas" e "preocupantes".

As três frentes de incêndio que lavram no concelho de Mação têm todas origem no fogo que começou na Sertã (distrito de Castelo Branco), no domingo.