O incêndio que deflagrou este domingo, na zona de Semide, concelho de Miranda do Corvo, avança nos concelhos da Lousã e Vila Nova de Poiares, mas poderá ser dominado “nas próximas horas”, disse o presidente da Câmara da Lousã.

O fogo, que deflagrou pelas 16:19, em povoamento florestal, perto de Vale de Colmeias, na freguesia de Semide, concelho de Miranda do Corvo, ameaçou algumas casas e atingiu arrecadações e anexos de habitações deste município do distrito de Coimbra, avançando, depois para o concelho da Lousã.

Duas das três frentes do incêndio estão a lavrar no concelho da Lousã, nas zonas de Covelos e de Pousafoles, progredindo outra a frente em direção ao município de Vila Nova de Poiares.

Embora o fogo lavre com forte intensidade, o presidente da Câmara da Lousã, Luís Antunes, disse à agência Lusa, pelas 21:00, que “há esperança que seja dominado nas próximas horas”, pois o ventou começou a soprar com menos intensidade, a temperatura do ar está a baixar e “já estão a chegar reforços”.

As chamas estavam, pelas 20:30, a ser combatidas por 260 operacionais, apoiados por 71 veículos, disse à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Coimbra, adiantando que, nessa altura, estavam “a caminho três grupos de reforços” de Aveiro, de Leiria e de Portalegre.

Cada grupo de reforço é formado por 30 operacionais e dez viaturas.

As povoações de Segade, Vale de Colmeias e Ribeira de Semide, no concelho de Miranda do Corvo foram, ao final da tarde, as mais ameaçadas pelas chamas, que, agora lavram com intensidade no concelho da Lousã, onde não há povoações ameaçadas.

O presidente da Câmara de Miranda do Corvo, Miguel Baptista, disse, pelas 20:00, que ainda não era possível calcular a área ardida, mas referiu que só no seu município “arderam várias centenas de hectares”.