O Ministério Público (MP) acusou um homem de 33 anos de cinco crimes de incêndio florestal alegadamente cometidos entre maio e agosto de 2013 na freguesia do Arrabal, concelho de Leiria, com recurso a fósforos.

O arguido, residente no concelho de Ourém, está acusado de naquele período ter ateado três fogos na mesma rua, onde, através da chama direta de fósforos como forma de ignição, ateou lume junto a mato, arbustos secos e sobrantes florestais para atear fogo a um pinhal.

Segundo o MP, após se ter certificado que o fogo se propagava ao mato e arvoredo nas imediações, o suspeito ausentou-se dos locais, onde acorreram depois os bombeiros que extinguiram os incêndios.

O mesmo modo de atuação é descrito no despacho de acusação para dois outros incêndios imputados ao arguido, um dos quais consumiu 300 metros quadrados de restolho e alguns eucaliptos.

Para o MP, o jovem, com capacidade de determinação, sabia que aqueles locais tinham grande densidade de árvores, mato e vegetação de fácil combustão, considerando que atuou com intenção de causar incêndios que pudessem destruir a mata.

O despacho refere que o arguido conformou-se com a probabilidade de que, com a sua conduta, o fogo se poderia propagar, quer à mata, quer a habitações localizadas na proximidade dos locais onde é acusado de iniciar os fogos.

O MP acrescenta que o acusado – que incorre numa pena de prisão de um a oito anos - previu ainda a possibilidade de colocar em perigo residentes e bens patrimoniais de valor elevado, assim como os bombeiros que foram combater os fogos.

O suspeito foi constituído arguido em janeiro pela GNR. Na ocasião, esta força policial anunciou, em comunicado, que o indivíduo é “autor confesso da ignição de 17 focos de incêndio” ocorridos entre os meses de abril e agosto de 2013 na freguesia do Arrabal.