A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar o incêndio que deflagrou no sábado à tarde no complexo turístico Zmar, em Odemira, distrito de Beja, que obrigou à evacuação do espaço, disse à agência Lusa fonte da GNR.

Segundo a mesma fonte, a PJ vai investigar as causas do incêndio.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja indicou que o incêndio está em fase de rescaldo desde as 04:34 deste domingo, encontrando-se ainda no local 98 operacionais com 35 veículos, sobretudo de corporações de bombeiros dos distritos de Beja e Setúbal.

Tanto o CDOS, como o Comando Territorial de Beja da GNR, não têm registo de quaisquer feridos, devido ao incêndio.

O incêndio provocou "danos avultados" e levou à retirada das instalações de cerca de 700 pessoas, entre clientes, funcionários e convidados de um casamento, revelou um responsável do empreendimento.

"Dos nossos clientes, alguns foram embora por opção própria e outros, que estavam a passar o fim de semana, foram realojados em outras unidades hoteleiras, às nossas custas, naturalmente", disse à agência Lusa João Ribeiro Ferreira, administrador-executivo da Multiparques, empresa proprietária do complexo, na Herdade A-De-Mateus, perto da Zambujeira do Mar, no distrito de Beja.

Segundo João Ribeiro Ferreira, que realçou que "não houve qualquer tipo de dano humano" em resultado do fogo, o empreendimento turístico sofreu, contudo, "danos avultados", que não estão ainda quantificados.

O que houve, efetivamente, foram danos avultados na estrutura do Zmar, nomeadamente na zona central, desde a zona da piscina de ondas até à parte da restauração, que ardeu toda", explicou.

O responsável assinalou que outras valências do complexo não foram afetadas. "Todos os alojamentos estão intactos, não houve perda de bens pessoais das próprias pessoas" e um outro edifício central do empreendimento, como "a sala Odemira e os escritórios", também não ardeu, sublinhou.

O que ardeu tudo foi a parte da cozinha, sala de estar, do pessoal, os balneários da piscina de ondas e o Spa", precisou.

O presidente da Câmara de Odemira, José Alberto Guerreiro, disse à Agência Lusa que, na altura em que as chamas eclodiram, decorria um casamento no recinto, mas referiu que "a zona do banquete não sofreu quaisquer danos".

O autarca de Odemira lamentou o sucedido e salientou a importância do empreendimento para o concelho, pois, "além do impacto económico e turístico", o Zmar "tem impacto social", já que "tem quase uma centena de funcionários no ativo".

São muitos postos de trabalho ali envolvidos e sei que, este ano, o complexo estava a bater todos os recordes de afluência", pelo que "desejo que, rapidamente, seja possível recuperar tudo aquilo que foi danificado", afirmou o autarca.

Os bombeiros receberem o alerta para o fogo no sábado às 17:39, tendo o incêndio sido dominado às 20:03 de sábado, tanto na sua componente urbana, na estrutura do Zmar, como na vertente rural, uma vez que as chamas propagaram a uma zona de pasto e de povoamento florestal, revelaram os bombeiros.

De acordo com o comandante operacional distrital de Beja, tenente-coronel Vitor Cabrita, o incêndio "terá tido início num pavilhão" central do complexo, onde estão situados "o restaurante e o refeitório".

"E o indício que temos é que terá tido início na cozinha", nesse mesmo pavilhão central, acrescentou.

Antes de dominarem as chamas, os bombeiros conseguiram circunscrevê-las "a esse edifício central", feito "todo em madeira" e evitaram que se propagassem "às outras estruturas do complexo turístico".

O fogo, além de afetar o parque de campismo, ganhou também uma dimensão rural, quando se propagou "ao pasto e, depois, a uma área de povoamento florestal", explicou Vitor Cabrita.

O combate ao incêndio rural mobilizou meios terrestres e um helicóptero.

O complexo turístico Zmar - Eco Campo Resort, está situado a poucos quilómetros de Zambujeira do Mar, no concelho alentejano de Odemira, no distrito de Beja.