A secretária Regional da Inclusão e Assuntos Sociais da Madeira afirmou, nesta terça-feira, que estão a ser recuperadas 36 das 203 habitações que ficaram danificadas pelos incêndios que fustigaram a ilha na segunda semana de agosto.

Ainda muito falta para fazer. Hoje, chegámos às 36 habitações que já estão a ser recuperadas”, disse Rubina Leal na Associação de Desenvolvimento de Santo António (ASA), no Funchal, durante a entrega de materiais de reconstrução às pessoas afetadas pelos fogos.

A governante referiu que o levantamento e as vistorias efetuadas apontam para as “203 habitações danificadas” pelos incêndios, acrescentando que “um grande número é irrecuperável e outras são parcialmente recuperáveis”.

A responsável insular sublinhou que o objetivo do Governo Regional da Madeira é a “retoma da normalidade e o regresso das famílias às habitações”, destacando que para o efeito foi “desbloqueado o apoio à ASA, a única instituição com competência na requalificação urbanística”.

O que foi feito foi desbloquear o Fundo de Socorro Social no valor de 163 mi euros e foi pedido um outro reforço”, na ordem dos 924 mil euros para realizar “pequenas reparações”, explicou.

Rubina Leal vincou que o executivo madeirense pretende, com “a celeridade possível e cumprindo todas as regras de segurança, apoiar as pessoas na reabilitação”, atuando “sem grandes burocracias”.

A secretária regional indicou que está prevista uma reunião a 14 de setembro com o Secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão Social para “definir a modalidade e os apoios no âmbito do Programa de Financiamento para Acesso à Habitação (Prohabita)”.

Os incêndios que fustigaram a Madeira na segunda semana de agosto fizeram três mortos e um ferido grave, centenas de desalojados e deslocados, bem como prejuízos em bens públicos e privados avaliados pelo Governo Regional em 157 milhões de euros.

A Câmara Municipal do Funchal, o concelho mais afetado pelo fogo, que viu aproximadamente 22% da sua área consumida pelas chamas, estimou os danos provocados em 61 milhões de euros.

Nesta altura, também os concelhos da Ponta do Sol e da Calheta, na zona oeste da ilha, tiveram focos de incêndio.