A GNR de Vila Real deteve um homem suspeito de fogo posto e identificou 71 pessoas pelo crime de incêndio florestal desde o início do ano, nove dos quais relacionados com ocorrências registadas nas duas últimas semanas.

Esta terça-feira, o Comando de Vila Real anunciou, em comunicado, a detenção de um homem de 50 anos que é suspeito de ter ateado um fogo no lugar de Fortunho, São Tomé do Castelo, no concelho de Vila Real.

O incêndio deflagrou segunda-feira à noite, tendo sido extinto na sua fase inicial por populares que auxiliaram na identificação do suspeito.

Segundo a GNR, o suspeito tinha no bolso das calças um isqueiro e um maço de tabaco, presumindo-se que terá ateado o incêndio com a ponta de um cigarro.

Os militares da Guarda apenas podem efetuar detenções quando os indivíduos são apanhados em flagrante delito, porque se trata de um crime que é da competência reservada da Polícia Judiciária.

Depois de ouvido em tribunal, o homem foi libertado e a investigação passou para a alçada da PJ.

Desde o início do ano, a Guarda identificou 71 suspeitos do crime de incêndio florestal no distrito de Vila Real, dos quais nove estão relacionados com incêndios dolosos ocorridos nas duas últimas semanas.

Nos últimos dias, este território tem sido assolado por vários fogos, muitos dos quais se prolongaram por vários dias, queimando uma vasta área de mato e floresta e rondando aldeias, onde se contabilizam alguns palheiros, anexos e até animais queimados.

Segundo dados avançados pelo comandante operacional nacional, da Autoridade Nacional de Proteção Civil, José Manuel Moura, entre 15 e 26 de agosto, o distrito registou 356 ignições, muitas delas a «passar do ataque inicial para o ataque ampliado e a obrigar à mobilização de um conjunto de meios significativos».

Em 2012, a GNR de Vila Real identificou 181 suspeitos de incêndios florestais (132 negligentes e 49 dolosos), tendo detido sete pessoas.

Durante o corrente ano e em todo o país, a GNR deteve 23 pessoas por suspeita de fogo posto e identificou mais 391 suspeitas da prática do mesmo crime, recorda a Lusa.