O homem detido por suspeita de um crime de incêndio florestal registado a 4 de agosto em Lagoa, no Algarve, vai aguardar julgamento em prisão preventiva, disse esta quinta-feira fonte da Polícia Judiciária, que anunciou a detenção na quarta-feira.

O suspeito tem 37 anos, foi detido pelo Departamento de Investigação Criminal de Portimão e fonte da Diretoria do Sul da Polícia Judiciária (PJ) disse à Lusa que "ficou em prisão preventiva", depois de na quarta-feira ter sido presente a tribunal para primeiro interrogatório judicial e aplicação das eventuais medidas de coação.

O homem foi identificado como alegado responsável por atear mais de uma dezena de focos de incêndio numa zona de costa e mato do concelho de Lagoa, referiu a Judiciária no comunicado em que anunciou a detenção.

“O arguido terá desencadeado, com recurso a chama direta, 12 focos de incêndio numa área de mato, a qual termina nas falésias situadas entre as praias de Benagil e da Marinha. O maior foco de incêndio resultou numa área ardida de cerca de 10.000 metros quadrados”, precisou na ocasião a PJ, frisando que “no corrente ano já identificou e deteve 37 pessoas pela autoria do crime de incêndio florestal”.

Fonte da diretoria do sul da PJ disse na quarta-feira à agência Lusa que a detenção tinha sido feita em Lagoa e que o detido não tinha antecedentes criminais por fogo posto nem registo clínico de qualquer problema mental.

“Os focos de incêndio foram ateados no mesmo dia e localizados no mesmo período de tempo. À medida que se deslocava ia ateando os focos de incêndio”, explicou a mesma fonte.

Os fogos provocaram a destruição de uma zona de costa utilizada para passeios pedonais e conhecida como o percurso dos Sete Vales Suspensos, que se estende ao longo de 5,7 quilómetros de arribas.

Mais dois detidos por suspeitas de terem ateados fogos

Em Vila Pouca de Aguiar, um homem de 26 anos, sem ocupação laboral, foi detido pela Polícia Judiciária por suspeitas de ter ateado um incêndio em área florestal na localidade de Cabanes.

De acordo com a polícia, este fogo, que deflagrou no dia 11 de agosto, cerca das 02:30, “colocou em perigo área florestal e habitações, que apenas não foram consumidas devido à rápida intervenção dos bombeiros”.

Os bombeiros já estavam nesta localidade nas operações de rescaldo de um outro fogo, que atingiu duas habitações, uma delas habitada, e um armazém de feno, quando foram alertados para o incêndio florestal, do qual o detido é suspeito.

Também hoje, a Diretoria do Centro da PJ anunciou a detenção de um pedreiro desempregado, de 53 anos, pela presumível prática de dois crimes de incêndio florestal, que terão ocorrido no dia 10, no concelho de Tondela, distrito de Viseu.

Segundo a polícia, em comunicado, para atear “os incêndios o suspeito usou um isqueiro”.

Os dois detidos vão ser presentes às autoridades judiciárias competentes para primeiro interrogatório e aplicação de eventuais medidas de coação.

Durante este ano, a PJ já identificou e deteve 39 pessoas pela autoria do crime de incêndio florestal.