Segundo a PJ, o detido ateou um fogo com o intuito de limpar um terreno de onde tinha vendido a madeira, confinante com uma mancha florestal continua, com largos hectares de extensão, não o podendo fazer, dadas as condições climatéricas que se faziam sentir.

«O fogo, que rapidamente se propagou aos concelhos de Sever do Vouga, Albergaria-a-Velha e Águeda, consumiu durante a passada quinta-feira mais de mil hectares de floresta, colocou em perigo inúmeras casas que os bombeiros só a muito custo conseguiram proteger, chegando a estar uma aldeia completamente cercada pelas chamas, o mesmo acontecendo com um grupo de bombeiros aquando do combate», segundo o comunicado da PJ citado pela Lusa.

No sábado, devido às condições climatéricas, ocorreu um reacendimento que veio a consumir mais umas centenas de hectares de floresta, tendo voltado a colocar em perigo as populações de diversas aldeias.

O suspeito da prática de um crime de incêndio florestal foi presente a primeiro interrogatório judicial, na comarca de Aveiro, tendo sido libertado e sujeito a Termo de Identidade e Residência.