O estudante de 17 anos suspeito de ter ateado três fogos em Alpedrinha, concelho do Fundão, vai ficar em prisão domiciliária, disse esta quinta-feira à agência Lusa uma fonte da Polícia Judiciária (PJ), que deteve o jovem na terça-feira.

A medida de coação foi aplicada depois de o menor ter sido sujeito ao primeiro interrogatório judicial.

Na quarta-feira, em comunicado, o Departamento de Investigação Criminal da PJ Guarda explicava que os factos ocorreram na noite de segunda para terça-feira, entre as 23:30 e as 01:40, "recaindo sobre o detido fortes suspeitas de ter ateado três incêndios, em áreas de pasto e de mato, próximas entre si e contíguas com zona habitacional".

A PJ adiantava ainda que os fogos foram ateados "por meio de chama direta, com recurso a um isqueiro", que, entretanto, foi apreendido.

Tendo colocado em perigo diversas habitações e quem nelas habita, os incêndios consumiram pequenas áreas de terreno com pasto, mato e árvores, só não tendo assumido mais graves consequências devido ao célere e eficaz combate levado a cabo por populares e bombeiros locais", é referido na informação.

De acordo com o referido, esta foi a 88ª pessoa que a PJ deteve este ano pela autoria do crime de incêndio florestal.

Prisão domiciliária para madeireiro suspeito de atear fogo em Fafe

O Tribunal de Fafe aplicou prisão domiciliária, com vigilância eletrónica, a um madeireiro suspeito de um crime de incêndio florestal, registado a 13 de agosto numa freguesia de Fafe, informou esta quinta-feira uma fonte da Polícia Judiciária.

A mesma fonte acrescenta que, enquanto não estiverem reunidas as condições necessárias para a vigilância eletrónica, o suspeito, de 52 anos, fica obrigado a apresentar-se duas vezes por dia no posto policial da sua área de residência.

Ainda de acordo com a mesma fonte, o suspeito alegou que o incêndio foi provocado por um cigarro, “por descuido”.

Alegou ainda que antes estivera numa festa e que “bebera uns copos”.

De acordo com a PJ, o incêndio consumiu uma área de 5000 metros quadrados de mato, eucaliptos, carvalhos e vegetação rasteira.

Em comunicado, a PJ acrescenta que, se não fosse a rápida intervenção dos bombeiros, o incêndio teria consumido uma maior área florestal e, eventualmente, habitações próximas.

A detenção foi feita “com a colaboração” da GNR de Fafe.

Detida suspeita de atear fogo de Vila Pouca de Aguiar

A Polícia Judiciária de Vila Real deteve uma mulher de 39 anos suspeita de ter ateado um incêndio numa área florestal de Bragado, concelho de Vila Pouca de Aguiar, informou esta quinta-feira aquela autoridade.

O incêndio, ocorrido no dia 16 de agosto de 2017, cerca das 21:15, “colocou em perigo uma vasta mancha florestal e habitações que apenas não foram consumidas devido à intervenção dos meios de combate, designadamente dos bombeiros e populares”, sublinha a PJ, em comunicado.

A PJ sublinha ainda ter detido este ano um total de 89 pessoas associadas à prática do crime de incêndio florestal.