A Polícia Judiciária (PJ) de Braga deteve um homem de 45 anos "fortemente indiciado" pela prática de um crime de incêndio florestal em Vila Verde, informou esta terça-feira aquela força.

Em comunicado, a PJ acrescenta que os factos se registaram no domingo, tendo o suspeito, "num quadro de alcoolismo", pegado num isqueiro e ateado fogo numa "zona resguardada de mato".

"Deu origem a um incêndio que consumiu mato e floresta, pondo ainda em risco as habitações próximas do local", refere ainda o comunicado.

O detido, desempregado, já cumpriu pena por crime da mesma natureza e vai agora ser presente às autoridades judiciárias para interrogatório judicial e aplicação das respetivas medidas de coação.

Em julho, a PJ já tinha detido um outro homem em Vila Verde, também por suspeita de crime de incêndio florestal.

Também esta terça-feira, um outro homem foi pela PJ por suspeita de ter ateado, na noite de segunda-feira, o incêndio florestal que está a lavrar no concelho de Castanheira de Pera.

A PJ, através da Diretoria do Centro, em colaboração com a GNR de Castanheira de Pera, “procedeu à detenção de um homem pela presumível prática de um crime de incêndio florestal”, ateado na segunda-feira, anunciou aquela polícia numa nota divulgada esta terça-feira.

O suspeito terá lançado o fogo, com recurso a chama direta, pelas 23:55 de segunda-feira, 8 de agosto.

O incêndio, que se “mantém ativo e ameaça uma extensa área florestal na serra da Lousã”, no município de Castanheira de Pera, distrito de Leiria, estava a ser combatido, pelas 11:40, por 111 operacionais, apoiados por 32 meios terrestres e quatro meios aéreos, de acordo com a página da Proteção Civil.

O detido, com 67 anos, casado e reformado, “vai ser presente às autoridades judiciárias competentes para primeiro interrogatório” e “aplicação das medidas de coação tidas por adequadas”, refere a mesma nota.

Também foi detido um homem suspeito de ter ateado, “por motivo fútil”, seis focos de incêndio numa habitação do concelho de Vila Real. A identificação e detenção do suspeito de 51 anos foram feitas pela Unidade Local de Investigação Criminal de Vila Real.

O homem está “fortemente indiciado pela prática do crime de incêndio” e é suspeito de ter ateado “por motivo fútil, seis focos de incêndio no interior de uma habitação, sita numa localidade de Vila Real”.

Os factos ocorreram pelas 18:00 de segunda-feira. De acordo com a PJ, o fogo colocou “em perigo edificações vizinhas, que só não foram atingidas devido à rápida intervenção dos bombeiros”.

O incêndio ocorreu em Torneiros, Arroios, e segundo o Centro Distrital de Operações de Socorro de Vila Real, para o local foram mobilizados 15 operacionais e três viaturas.

O comandante dos bombeiros da Cruz Verde, Miguel Fonseca, referiu que o fogo destruiu parcialmente a habitação, onde residia uma mulher que foi realojada em casa de familiares. Fonte da PSP disse à agência Lusa que foi um vizinho que “detetou problemas” dentro da habitação, alegadamente provocados pelo filho da proprietária, e chamou a polícia que, depois de verificar que se tratava de uma provável situação de fogo posto, passou o caso à PJ.

O detido, um jornaleiro, vai ser presente a interrogatório judicial para aplicação de eventuais medidas de coação.

Este ano, a Polícia Judiciária já identificou e deteve 24 pessoas pela autoria do crime de incêndio florestal.

Balanço da GNR desde o início do ano

A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve sete pessoas por suspeitas de crime de incêndio, desde o início do ano, e identificou outras 276 pelo mesmo crime, anunciou hoje a força policial.

Em comunicado, a GNR revela que, desde o início do ano e até ao dia 07 de agosto, e relativamente ao crime de incêndio, elaborou 1.534 autos de notícia, identificou 276 pessoas, deteve sete e passou 753 autos de contraordenação.

Dentro destes 753 autos de contraordenação, a maioria (48%) diziam respeito à gestão de combustíveis nas faixas junto a edificações, 24% eram sobre gestão de combustíveis na rede viária, 24% por causa de queima de amontoadas ou sobrantes de exploração, além de 12% por causa de queimadas sem licença.

De acordo com a GNR, em 2014 foram elaborados 2.421 autos de contraordenação, aumentando para os 2.619 em 2015.

A autoridade policial aproveita para apelar a todas as pessoas para não praticarem atividades consideradas de risco, “como a realização de fogo junto a áreas florestais, e fornecendo informações aos militares da GNR de atividades que levem à ocorrência de incêndios, que fazem perigar a vida de muitas pessoas e colocar em causa o património de muitas mais”.

Por causa das ocorrências de incêndios atuais, a GNR aproveita para avisar que algumas estradas estão condicionadas, nomeadamente nos dois sentidos do IP5, no concelho de Viseu, sendo a alternativa circular pela estrada nacional 228, pela autoestrada 25 ou pela nacional 337.

Condicionado está também o trânsito na estrada nacional 330, nos dois sentidos, na zona da Maceira, concelho da Guarda, sendo a alternativa a estrada municipal 587-4.