O bombeiro de Montalegre suspeito de fogo posto está proibido de contactar a corporação e terá que se apresentar duas vezes por semana no posto da GNR, disse à Lusa fonte policial.

A Polícia Judiciária de Vila Real anunciou quarta-feira a detenção de um homem de 50 anos, funcionário da câmara municipal de Montalegre e bombeiro voluntário, por estar «fortemente indiciado pela prática do crime de incêndio florestal».

O suspeito foi ouvido esta tarde no Tribunal de Montalegre, que o proibiu de contactar a corporação de Montalegre.

O bombeiro ficou ainda sujeito a Termo de Identidade e Residência e terá que se apresentar duas vezes por semana no posto local da GNR.

O homem é, segundo a PJ, suspeito de ter ateado um incêndio no dia 31 de agosto deste ano no lugar de Morgade, que consumiu «cerca de 0,001 hectares de mato».

A PJ refere, em comunicado, que o fogo «só não se alastrou a uma vasta mancha florestal constituída por carvalho e pinheiro bravo, devido à rápida intervenção de populares, que prontamente o apagaram».

Contactado pela agência Lusa, o comandante dos bombeiros de Montalegre, David Teixeira, referiu que a corporação, logo que seja possível contactar com o voluntário, vai avançar com um inquérito interno para averiguar o que realmente se terá passado.

Apesar de continuar inscrito nos bombeiros, o suspeito já alguns meses que não prestava serviço.

A Judiciária alega, no comunicado, que o «arguido terá agido num quadro de eventual perturbação psicológica».

Este é o segundo bombeiro a ser detido no distrito de Vila Real em menos de uma semana e o 13.º indivíduo detido este ano pela PJ, através da Unidade Local de Investigação Criminal de Vila Real, por alegado crime de incêndio florestal.

A PJ anunciou na quinta-feira a detenção de um bombeiro de Vila Pouca de Aguiar suspeito de atear fogo no dia 17 de agosto, tendo este ficado em prisão domiciliária com pulseira eletrónica, noticia a Lusa.