Os incêndios destruíram em 2003 mais de 70 mil hectares na região do Algarve, com dois grandes fogos a atingirem também Monchique, onde desde sexta-feira o maior fogo deste ano já queimou 27.000 hectares.

Segundo os dados do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), em 2003 os incêndios destruíram no Algarve 70.268 hectares, mais do que toda a área do concelho de Silves.

O maior fogo na região em 2003 foi o que deflagrou em Monchique a 10 de setembro, que alastrou a Silves e Odemira e queimou 27.610 hectares.

Em Portimão/Mexilhoeira (07 de agosto), um outro incêndio que alastrou aos concelhos de Monchique, Aljezur e Lagos queimou 25.900 hectares e, em Silves, a 12 de agosto, as chamas destruíram 14.850 hectares.

O relatório provisório do ICNF relativo ao período de 01 de janeiro a 31 de outubro de 2003 aponta ainda outros dois incêndios, de menores dimensões, que destruíram 958 hectares em Vila do Bispo (19 de junho) e 950 hectares em Portimão/Mexilhoeira (09 de agosto).

De acordo com os mais recentes dados do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS), o incêndio que lavra há uma semana em Monchique, que foi hoje de manhã dado como dominado, destruiu já 26.957 hectares.

As chamas em Monchique fizeram ainda 41 feridos, um deles em estado grave, e obrigaram a evacuar diversos aglomerados populacionais e uma unidade hoteleira.

No ano passado, os incêndios destruíram mais de 440 mil hectares, o pior ano de sempre em Portugal, segundo dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Quanto aos maiores incêndios em termos de área ardida ocorridos no ano passado, no topo da lista aparece o que teve origem no dia 15 de outubro, em Seia/Sandomil, no distrito da Guarda, que queimou 43.191 hectares.