INEM perdeu mais de 100 técnicos nos últimos dez anos, um terço deles para a emigração. Desde 2004, dez a 15 técnicos por ano terão abandonado a instituição, noticia o Público, que cita uma estimativa do Sindicato dos Técnicos de Ambulância.

O INEM não conseguiu elaborar um cálculo oficial, mas admitiu o fenómeno da emigração.

O Sindicato avisa que faltam 300 técnicos e que os que estão ao serviço queixam-se de cansaço extremo e salários baixos.

"É tempo de tomar medidas. Só assistir à vaga de emigração é negligência. O INEM gasta milhares com a formação dos técnicos que depois saem”, afirmou Pedro Moreira, da direcção do STAE.


Muitos técnicos estão a emigrar em direção a plataformas petrolíferas em Angola, onde trabalham em equipas de socorro, e para o Reino Unido, onde ingressam como paramédicos. 

Já o presidente do INEM, o major médico Paulo Campos, afirmou que a emigração é um "fenómeno  transversal a todas as actividades em Portugal” e que não acontece "por causa "da crise que vivemos, que baixou transversalmente os salários". No entanto, reconhece que é necessário “incrementar medidas de obtenção de recursos humanos”.