A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) considera que há uma «clara subutilização» de equipamentos de imagiologia em quatro hospitais públicos auditados, que impede melhores indicadores de ofertas nessas unidades.

A auditoria da IGAS, que ocorreu no ano passado, abrangeu os centros hospitalares de São João, Universitário de Coimbra, de Lisboa Norte e o Hospital Fernando Fonseca e tinha o objetivo de identificar a capacidade do Serviço Nacional de Saúde em matéria de meios complementares de diagnóstico (exames).

Segundo o relatório, a que a agência Lusa teve hoje acesso, há «uma clara subutilização da capacidade física instalada em matéria de equipamentos imagiológicos, subsistindo margem de progressão/otimização da capacidade instalada».

Para a IGAS, o nível de produção de exames de imagiologia está mais associado a «condicionamentos de organização», disponibilidade de pessoal e horários de trabalho, do que à inatividade dos equipamentos.

Contudo, a síntese conclusiva da auditoria refere a existência de equipamentos em uso que ultrapassam ou estão perto do seu final de vida útil, o que «acarreta constrangimentos na sua utilização».

Outra das conclusões da auditoria aponta para a dispersão de equipamentos, sem que haja uma adequada articulação entre as várias unidades, o que impede que sejam identificadas horas disponíveis para que os equipamentos possam ser usados por outros serviços clínicos.

A IGAS aponta também para a ausência de procedimentos que permitam um efetivo controlo dos tempos de produção ou produtividades dos profissionais.

As conclusões do relatório indicam ainda que as unidades hospitalares desconhecem com rigor a sua capacidade instalada de equipamentos para meios complementares de diagnóstico, como a produção máxima potencial.

Segundo a IGAS, o total do universo hospitalar do Serviço Nacional de Saúde (SNS) apresentava, em novembro de 2012, 154 milhões de euros de custos com o fornecimento de meios complementares de diagnóstico.