A Câmara de Ílhavo vai substituir os pilares de madeira da ponte da Vista Alegre por uma estrutura metálica, devido a problemas nas fundações daquela estrutura, anunciou a autarquia esta quarta-feira.

Em comunicado, a autarquia refere que durante uma peritagem à ponte, realizada por uma empresa da especialidade, verificou-se que faltava uma estaca de madeira e foram detetadas seis estacas partidas e duas na iminência de rotura, na zona de influência das marés.

"O estado de degradação das estacas deve-se, essencialmente, à erosão das fortes correntes que se fazem sentir naquela zona do rio Boco, bem como ao ataque das estacas por parte do bicho da madeira", esclarece a mesma nota.


Face a esta situação, a autarquia decidiu avançar com a substituição total dos pilares de madeira por uma estrutura metálica porticada (pilares e vigas), eliminando os problemas estruturais e de fundações da ponte, sem retirada ou qualquer intervenção, no tabuleiro ou estrutura longitudinal.

Segundo a Câmara, a empreitada de substituição dos pilares vai iniciar-se de imediato com a montagem do estaleiro e preparação de obra, estimando-se que a mesma seja executada no prazo máximo de 45 dias.

A ponte, que se encontrava encerrada ao trânsito automóvel desde 04 de agosto, por motivos de segurança e precaução, vai manter-se nessa situação durante este período, sendo no entanto permitida a passagem a motociclos, velocípedes e peões.

No ano passado, a ponte construída em madeira esteve encerrada ao trânsito automóvel e à circulação de peões durante cerca de dois meses para obras de reabilitação destinadas a garantir a segurança na circulação de viaturas e peões.

Os trabalhos incidiram sobre o vigamento do tabuleiro, tendo sido feita a substituição integral do estrado da ponte e feita a sua pavimentação.

A ponte da Vista Alegre, que liga a zona das Gafanhas à Fábrica de Porcelanas da Vista Alegre, foi começada a construir em 1978 e inaugurada no ano seguinte, na sequência de uma reivindicação da população, que logo após o 25 de abril recolheu assinaturas para exigir a travessia.

Chegou a existir no local uma outra ponte, construída em 1835, que veio a desaparecer, e durante um longo período a travessia entre as duas margens era feita com uma barcaça, à vara, numa viagem curta, mas perigosa, em condições de tempo adversas, devido a fortes correntes.

A atual ponte, utilizada sobretudo por trabalhadores da fábrica de porcelanas e residentes na zona das Gafanhas, por ser ainda de estacaria em madeira, exige periodicamente trabalhos de manutenção.