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Ilga encerra centro devido a infiltrações causadas por «ocupas»

Edifício foi ocupado depois das manifestações do 25 de Abril

Por: tvi24    |   2012-05-02 22:02

A associação Ilga Portugal encerrou hoje o Centro LGBT, devido a infiltrações no prédio onde estão instalados, na Rua de São Lázaro, em Lisboa, um edifício ocupado por algumas pessoas depois das manifestações do 25 de Abril.

Contactado pela agência Lusa, Miguel Pinto, da Ilga Portugal, explicou que o Centro LGBT (Lésbias, Gays, Bissexuais e Transexuais) está localizado no rés-do-chão de um prédio antigo e devoluto, com «várias infiltrações por causa das águas da chuva».

«Na quarta-feira, depois da manifestação do 25 de Abril, houve um grupo que veio ocupar o edifício. Esse grupo ocupou o espaço, tem um programa cultural e faz aqui as refeições. O problema é que, como o edifício está devoluto, as canalizações estão podres e, como eles utilizam a cozinha e as casas de banho, voltamos a ter uma infiltração porque o prédio é em tabique e as águas começam a cair», afirmou Miguel Pinto.

Depois de, já em 2010, a associação ter tido inundações que estragaram vários documentos, agora a Ilga Portugal voltou a ter «um ribeiro a correr no chão» do andar que ocupa, uma situação já dura «há quatro ou cinco dias sem parar», comprometendo livros, material de divulgação e o arquivo, pelo que a associação teve de encerrar o Centro LGBT ao público.

O Centro LGBT emprega cinco trabalhadores e tem também vários voluntários e utilizadores e desenvolve, entre outros serviços, apoio psicológico e jurídico, bem como um bar de convívio e grupos de caminhada e de dança.

O responsável da Ilga Portugal disse ainda que a associação está «em negociações» com a Câmara Municipal de Lisboa para «conseguir a mudança» de instalações para um sítio com melhores condições.

Para já, os membros da associação cortaram a água do edifício e estão a tentar remediar a situação com plásticos e vidros: «A situação é um pouco complicada. Não parece haver risco de ruína, mas estes problemas de fachada vão acontecendo», afirmou Miguel Pinto, sem conseguir prever quando será resolvida a questão.

Vários jovens ocuparam na noite de quarta-feira um prédio devoluto na rua de São Lázaro, em solidariedade com o grupo de ativistas do movimento Es.Col.A que ocupou a desativada escola da Fontinha, no Porto.

Questionada pela agência Lusa sobre esta questão, a vereadora da Habitação, Helena Roseta, opôs-se à ocupação, considerando que «há várias formas de demonstrar solidariedade, sem ser a por um pé em cima dos direitos dos outros».

Os jovens vão ser notificados pela Polícia Municipal para sair do edifício e terão 10 dias a partir daí para o fazer livremente.

Na semana passada, o movimento Es.Col.A foi despejado do local, com recurso a força policial, por ordem da Câmara Municipal do Porto. Na quarta-feira, a escola devoluta da Fontinha voltou a ser reocupada por milhares de pessoas, que quebraram o cadeado de proteção.

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