O inquérito da Igreja Católica, destinado a conhecer a realidade familiar na atualidade, pode ser respondido «online», em Portugal, até 8 de dezembro, através da página na Internet do Patriarcado de Lisboa, como foi anunciado esta segunda-feira.

O Vaticano enviou às conferências episcopais de todo o mundo uma consulta mundial sobre as novas realidades da vida familiar, abordando questões como o divórcio ou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Os resultados do inquérito servirão de base à preparação da assembleia geral extraordinária do Sínodo dos Bispos, que vai decorrer em Roma, de 05 a 19 de outubro de 2014, sob o tema «Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização».

Dando seguimento a esta consulta, a Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa disponibilizou «online» (http://familia.patriarcado-lisboa.pt/sinodofamilia) um questionário com 58 perguntas, que pode ser respondido até 08 de dezembro.

A ideia é, segundo o texto que antecede o questionário, facilitar «o contributo de cada fiel católico» para aquela que é considerada «uma consulta histórica».

Também hoje foi enviada uma carta às paróquias da diocese de Lisboa a solicitar a divulgação do questionário, informou o Patriarcado em comunicado a que a Lusa teve acesso.

Na carta é pedido às paróquias que distribuam o questionário em papel a quem não tiver acesso a um computador e que, posteriormente, façam a transcrição para o inquérito online.

O inquérito do Vaticano, constituído por 39 perguntas que servem de orientação às consultas das conferências episcopais nacionais, aborda temas como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a proibição do uso de contraceção artificial, a possibilidade de um católico divorciado voltar a casar-se ou receber a comunhão e o número de jovens que optam por viver juntos antes de se casarem.

Sobre estes temas, o questionário português quer saber, por exemplo, se a coabitação antes do casamento e os casais separados e divorciados, casados novamente, são realidades relevantes nas paróquias, se fazem pedidos de sacramentos à Igreja e se a simplificação dos processos de declaração de nulidade dos casamentos seria positiva.

No capitulo das uniões entre pessoas do mesmo sexo, o inquérito quer avaliar a atitude das igrejas locais face ao estado civil e as pessoas envolvidas nestas uniões.

Pergunta ainda sobre qual a «atenção pastoral» possível para estas pessoas e como agir para transmitir a fé às crianças a cargo destes casais.

O questionário também pretende saber o que querem da Igreja, para si e para os seus filhos, estes casais e se o acompanhamento dado pelas paróquias às crianças difere conforme a situação matrimonial dos pais.

O inquérito aborda ainda a natalidade e a contraceção, questionado sobre quais os métodos naturais promovidos para a regulação da fertilidade e se recurso pelos fiéis aos métodos contracetivos e abortivos «é refletido no [seu] sacramento da penitência».

Pergunta ainda, de que forma pode a Igreja promover uma mentalidade mais aberta à natalidade.

A Pastoral Familiar elaborou igualmente uma série de cartazes para divulgar o inquérito nas paróquias e comunidades católicas, recorda a Lusa.