Cerca de 2.000 desempregados e beneficiários do Rendimento Social de Inserção vão participar em quase 550 ações de prevenção de incêndios, reflorestação e vigilância das florestas em todo o país, anunciou o Governo esta segunda-feira.

Para o desenvolvimento desta iniciativa, o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) alocou uma verba de cerca de meio milhão de euros, avançou o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social durante a assinatura de renovação do protocolo de cooperação com os ministérios da Administração Interna e da Agricultura e do Mar.

O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, adiantou que protocolo «Trabalho Social pelas florestas» permite acelerar o regresso dos desempregados ao mercado de trabalho.

«Quanto mais estiver integrado o cidadão, mais facilidade terá em criar um conjunto de redes de ligação e oportunidades que venham a surgir no mercado de trabalho», sustentou.

Por outro lado, sublinhou, estão a «ajudar a preservar» o património, «muito especialmente o património florestal», através da prestação de atividades socialmente úteis.

Mota Soares salientou a «ligação muito especial» com as câmaras municipais para o desenvolvimento deste protocolo, mas também com instituições sociais e associações de bombeiros.

Segundo o ministro, os 2.000 beneficiários de todo o país vão «realizar ações de vigilância dos espaços florestais, assegurar a manutenção e a recuperação do património florestal».

Presente na cerimónia, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, adiantou que estes beneficiários «vão ser distribuídos por perto de 550 ações, contribuindo para um trabalho que é muito relevante no âmbito da floresta e da prevenção».

«Estamos aqui no coração das ações de prevenção que tem uma importância grande na altura mais crítica dos fogos, uma vez que contribui, se não elimina, de uma forma significativa os efeitos e as consequências dos fogos florestais», comentou Miguel Macedo.

Contudo, acrescentou, «temos todos a consciência de que, pese embora a importância destas ações, nem todos os problemas ficam resolvidos».

Miguel Macedo salientou ainda que a cerimónia de hoje teve por objetivo «dinamizar e apelar a toda as entidades que podem acorrer a este programa» para que o trabalho realizado possa ter continuidade.

«É muito importante para a floresta e é importante para o país, porque evita muitos problemas», sustentou o ministro.

Para a ministra da agricultura e do Mar, Assunção Cristas, este protocolo «mostra que é possível» trabalhar em rede e concretizar ações que «são relevantes» para o país.

«Naturalmente, só por si, [estas ações] não nos resolvem os problemas, mas ajudam a criar uma cultura de colaboração ativa, de soluções que nos permitem valorizar a floresta, falar da floresta, sinalizar a possibilidade de mais gente a trabalhar na floresta», disse Assunção Cristas

Com isso, acrescentou, «estamos a preservar um espaço que é uma riqueza endógena, do nosso país, que contribui muito para a economia portuguesa» e para a criação de postos de trabalho.

Segundo o protocolo, a maioria dos projetos aprovados, 422 (77%), reporta-se à prevenção dos incêndios florestais e à minimização dos seus efeitos.

As autarquias foram as entidades promotoras de 340 projetos aprovados (62%).