Em 2013, viviam, em Portugal, 3393 pessoas com mais de 100 anos de idade. Cinco vezes mais do que o número registado no censos de 2001. A informação é avançada esta segunda-feira pelo jornal «i», que cita dados do INE.

De acordo com a mesma notícia 70% dos centenários são do sexo feminino. Uma tendência mundial. Por exemplo, nos Estados Unidos 80% das pessoas com mais de 100 anos são mulheres.

Quem chega aos 100 anos de idade é chamado de centenário e quem passa os 110 anos passa a ser supercentenário. Uma portuguesa chegou a entrar nesta lista, promovida pelo Gerontology Research Group: Maria Dolores Ferreira vivia em Barcelos e celebrou 113 primaveras.

Num site ligado à Universidade de Boston, uma das enteidas que mais tempo dedica ao estudo destas matérias, é possível fazer um teste que permite calcular o nosso tempo de vida. Para tal tem de responder a perguntas sobre hábitos de vida, alimentação, doenças ou stress a que está sujeito diariamente.

Apesar dos cientistas ainda não terem descoberto a receita para a longevidade, é uma realidade que a esperança média de vida tem aumentado. Há várias teorias sobre este crescimento, mas há uma teoria que tem ganho força. Refere mutações genéticas que «empurram» as doenças para o final da vida. Ou seja, estas surgem mais tarde e com a colaboração da medicina o tempo de vida vai-se prologando.