O Exército português vai realizar este ano várias ações de prevenção, vigilância e combate a incêndios florestais em matas nacionais e outras áreas sob gestão pública, segundo um despacho esta sexta-feira publicado em Diário da República.

Estas ações de prevenção e proteção das florestas contra incêndios vão ser feitas em conjunto com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Para isso, estas duas entidades vão criar um plano de trabalho, que terá a duração de três anos, para defesa da floresta contra incêndios, indica o despacho.

De acordo com o documento, assinado pelos ministros da Defesa e da Agricultura e do Mar, o plano de trabalho deve dar prioridade este ano às matas nacionais e outras áreas florestais sob gestão.

Nesse sentido e este ano, o Exército vai abrir faixas de gestão de combustível na rede primária e fazer vigilância armada de espaços florestais e sensibilização das populações, prevendo-se a criação de 17 equipas para atuarem durante o período crítico de incêndios florestais.

O Exército vai ainda fazer a primeira intervenção em fogos nascentes, compreendendo a criação de seis equipas que vão ser colocadas em locais estratégicos, em complemento das equipas de primeira intervenção de sapadores florestais e do corpo nacional de agentes florestais.

Segundo o despacho, o financiamento destas ações é assegurado por verbas próprias do ICNF ou do Fundo Florestal Permanente até ao limite de 750.000 euros.

O despacho refere também que o plano de trabalho «preveja e identifica geograficamente as atividades a desenvolver no âmbito do plano de defesa da floresta contra incêndios».