O adepto do Benfica, do grupo No Name Boys, Hugo Inácio, condenado em 1996 pela morte do sportinguista Rui Mendes, num jogo da final da Taça de Portugal, foi detido no sábado no Estádio da Luz, antes do jogo frente ao Desportivo de Chaves.

De acordo com uma nota da PSP, a detenção foi "efectuada por cumprimento de mandado de detenção", cerca das "16h00 de 20 de Janeiro de 2018, no âmbito do policiamento ao evento desportivo decorrido no Estádio da Luz".

Pendia sobre um cidadão um mandado de detenção emitido por Autoridade Judiciária, para cumprimento de pena de 3 anos, no âmbito de um processo-crime de detenção de arma proibida (artefactos pirotécnicos)", refere o comunicado.

De acordo com o que a TVI24 apurou, terá sido um spotter da PSP que detetou Hugo Inácio, hoje com 45 anos.

Alvo de um mandando de detenção, Hugo Inácio foi condenado no ano passado a três anos de prisão e sete de interdição de frequentar recintos desportivos, por ter deflagrado uma tocha no Estádio da Luz e da Luz e por ter sido detido na posse de outro engenho pirotécnico semelhante.

A sentença foi-lhe aplicada pelo Tribunal da Relação de Lisboa, após o recurso do arguido, e referia-se a acontecimentos de Novembro de 2016, no jogo da Taça de Portugal entre o Benfica e o Marítimo.

Caso very-light

Em 1996, Hugo Inácio foi o autor do do disparo de um very-light no Estádio do Jamor, que matou um adepto do Sporting, num jogo da final da Taça. Foi então condenado, em 1998, a quatro anos de prisão pelo crime de homicídio por negligência grosseira.

Na ocasião, o tribunal procedeu a um cúmulo jurídico com outra pena que Hugo Inácio cumpria por tráfico de droga, elevando a condenação para cinco anos.

Quando estava a cumprir a pena no Estabelecimento Prisional do Linhó, em 2000, aproveitou uma saída precária para fugir, quando ainda lhe restavam 15 meses e 6 dias de cumprimento de pena efectiva.

Seria recapturado mais tarde na Tapada das Mercês, no concelho de Sintra.

Em 2012, voltou a ser condenado a 18 meses de prisão efectiva, com pena acessória de proibição de entrar em recintos desportivos por dois anos, por ter agredido e injuriado um polícia no dia 7 de Novembro, após o jogo da Liga dos Campeões entre o Benfica e o Spartak de Moscovo.