O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou esta terça-feira em Coimbra que a solução para a maternidade do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra poderá passar por uma construção de raiz no perímetro do hospital.

A criação do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) levou à fusão dos Hospitais da Universidade de Coimbra (onde estava inserida a Maternidade Daniel de Matos), do Centro Hospitalar de Coimbra (que integrava a Maternidade Bissaya Barreto, MBB) e do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra.

Paulo Macedo considerou que as duas maternidades «não têm condições para subsistir isoladas», entendendo que «faz sentido é ter uma maternidade junto do hospital, que é o que os profissionais querem», integrando-se as duas existentes.

O ministro da Saúde sublinhou que há a decisão de «se criarem sinergias» e de se colocar as maternidades num edifício «junto do perímetro do hospital, que é onde faz sentido as maternidades estarem, quer pela criança, quer pela mulher».

A solução poderá «passar por uma construção de raiz», junto do hospital, informou, referindo que há outras alternativas, mas que a solução que o Governo está a equacionar «é no perímetro do hospital».

A possibilidade de integração das duas maternidades no Hospital Pediátrico foi estudada, «mas os estudos dizem que ficaria mais caro» ser nesse edifício, avançou.

«O que nós queremos é fazer uma análise muito rápida dos diferentes projetos, porque há diferentes hipóteses, nomeadamente em termos de local e do seu custo», existindo a «firme decisão de se fazer um investimento que vai melhorar muitíssimo as condições do profissionais e das mães», frisou.

Paulo Macedo falava aos jornalistas à margem de uma visita ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, onde inaugurou o novo Laboratório Central do CHUC.

Além destes dois milhões de euros de poupança, haverá ainda um aumento de receitas próprias em linha com as solicitações de outros hospitais.

Esta concentração poderá, a partir de 2015, atingir uma capacidade instalada até 15 milhões de análises/ano, a que corresponde um aumento de cerca de 50% da atual capacidade. O CHUC passa a ser autossuficiente em análises mais complexas e também passa a ter capacidade para tratar análises complexas e diferenciadas que outros hospitais, por norma, externizam.

O novo laboratório ocupa uma área de 2.100 m2 no edifício de S. Jerónimo – Hospitais da Universidade de Coimbra e é constituído por um ‘core’ central, onde ficarão instalados os auto-analisadores, que representam 75% de todas as análises, e ainda por várias unidades diferenciadas, nomeadamente microbiologia, hematologia, imunologia, serologia infeciosa, imunoquímica, citometria de fluxo, assim como biologia molecular, cromatografia e espetrometria de massa, radioimunoensaio e autoimunidade.

Esta nova unidade, que representou um investimento de 500 mil euros em estruturas e na requalificação e redimensionamento do espaço (o equipamento já existe), está também preparada para a investigação e para o ensino.