O presidente do concelho de administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, José Abrantes Afonso, disse esta segunda-feira que o transporte de doentes de hematologia para Coimbra foi «agilizado» e que «nenhuma situação limite foi detetada».

Em declarações à Lusa, Abrantes Afonso disse que «as pessoas que careciam de tratamento urgente foram tratadas em tempo oportuno e no sítio certo» e que «nenhuma situação limite foi detetada» na verificação feita à lista de espera das consultas de hematologia.

A especialidade deixou de existir em Aveiro há cerca de um ano e os doentes inscritos no Centro Hospitalar do Baixo Vouga passaram a ser reencaminhados para Coimbra, mas verificaram-se tempos de espera de 658 dias, o que foi atribuído a um erro administrativo.

Em 18 de fevereiro, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, garantiu que a situação seria resolvida até final de março.

«O Centro Hospitalar Universitário de Coimbra vai atender todos os doentes em lista de espera [para consultas de hematologia], eventualmente também o IPO de Coimbra se for necessário, até ao final de março», anunciou o ministro aquando de uma visita às urgências do Centro Hospitalar Tondela Viseu.

De acordo com o presidente da administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, foram levantadas algumas questões pelos utentes quanto à sua deslocação a Coimbra, que estão ultrapassadas. «Neste momento foi agilizado o transporte para os utentes que não têm possibilidades», explicou.

Segundo José Abrantes Afonso, foi feita uma proposta ao Ministério da Saúde de dotar com mais dois hematologistas os serviços do Instituto Português de Oncologia, «para resolver a lista de espera», estando a situação «a ser estudada no âmbito da rede de referenciação».