A reativação da Urgência do Hospital de São João da Madeira, esta sexta-feira decretada pelo Governo, vai motivar "de imediato" à contratação de novos profissionais e obras de adaptação no edifício, sublinhou hoje a administração dessa unidade.

"Vamos espoletar de imediato um pedido de contratação do pessoal necessário para assegurar esse serviço", revelou à Lusa Miguel Paiva, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga, que gere a unidade de S. João da Madeira.

"Entre médicos, enfermeiros, administrativos, técnicos superiores de saúde e assistentes operacionais, estaremos a falar de cerca de 15 pessoas", explica.

Já no que se refere à readaptação da unidade para o serviço agora reativado, o mesmo responsável revela: "Com cariz de absoluta prioridade, iremos levar a cabo no local algumas pequenas obras de adaptação, embora elas não sejam muito significativas, porque a área em causa já apresenta boas condições".

A mudança mais exigente será, por isso, ao nível da rede informática e da sinalética, no que o objetivo é assegurar a "perfeita coordenação" entre todos os serviços do hospital - e também a ligação desse a outras estruturas externas, já que a nova Urgência passará a ser "um ponto de referência para a assistência acionada através do 112 e da Linha Saúde 24".

Miguel Paiva acredita assim que o novo Serviço de Urgência Básica do Hospital de S. João da Madeira estará apto "a funcionar em pleno a 1 de janeiro de 2017 e sempre 24 horas por dia", com recurso a uma "equipa alargada que inclui os profissionais já disponíveis no Hospital S. Sebastião, na Feira, e entretanto reforçada com os novos 15 profissionais a contratar até final do ano".

Quanto à despesa esperada com o funcionamento do novo serviço, o administrador afirma que "a Urgência custará cerca de um milhão de euros por ano", o que representará para o Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga um esforço financeira de cerca de metade desse valor, uma vez que "a Consulta Aberta do Hospital de S. João da Madeira já vinha exigindo 500.000 euros anuais".

O Hospital de S. João da Madeira voltará a urgências, anunciou hoje o secretário de Estado da Saúde no Diário da República, depois de, em janeiro, o Governo ter anulado a entrega dessa unidade à gestão da Misericórdia.

Para Ricardo Oliveira Figueiredo, presidente da autarquia local, este dia representa assim "um marco histórico para S. João da Madeira", graças à "importante determinação do Governo em prol da melhoria da prestação de cuidados de saúde aos sanjoanenses e às populações do Entre Douro e Vouga".

A adaptação do hospital para esse efeito deverá concretizar-se até final do ano e, segundo o autarca, "é de inteira justiça saudar o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, pela boa decisão que tomou, pela força política que demonstrou e por honrar as promessas e garantias dadas" nas reuniões mantidas com a câmara desde janeiro de 2016.